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Economia

A grandeza das cidades médias brasileiras

Quase todas elas têm sólida estrutura econômica, são grandes centros comerciais e de prestação de serviços

  • Júlio Miragaya
  • 05/01/2026
  • 07:55

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Foto: Arquivo/Agência Brasil/Antonio Milena

Júlio Miragaya (*)

De 1950 ao ano 2000, o Brasil assistiu a um excepcional crescimento de suas principais capitais estaduais, que hoje constituem as cabeças da rede urbana do País. São as 12 grandes metrópoles. Três na região Sudeste: São Paulo (22 milhões de habitantes), Rio de Janeiro (13 milhões) e Belo Horizonte (6 milhões); duas na Sul: Porto Alegre (4,2 milhões) e Curitiba (3,6 milhões); três no Nordeste: Fortaleza e Recife, ambas com 4 milhões, e Salvador (3,7 milhões); duas na Norte: Belém e Manaus, ambas com 2,7 milhões; e duas na Centro-Oeste: Brasília (4,35 milhões) e Goiânia (2,75 milhões), que junto com a aglomeração de Anápolis formam um eixo com 7,6 milhões de habitantes. Totalizaram 73 milhões de habitantes em 2025.

Mas, neste século, essas 12 metrópoles tiveram baixo crescimento demográfico. Maior dinamismo ocorreu nas demais capitais estaduais, especialmente nas dez que formaram áreas metropolitanas com população entre 1 e 2 milhões de habitantes: duas no Sul-Sudeste (Florianópolis e Vitória); seis do Nordeste (São Luís, Natal, João Pessoa, Maceió, Teresina e Aracaju); e duas do Centro-Oeste (Cuiabá e Campo Grande). Outras cinco capitais, todas da Região Norte (Porto Velho, Macapá, Boa Vista, Rio Branco e Palmas), possuem população entre 350 mil e 630 mil habitantes. As 15 capitais somam 16 milhões de habitantes.

O crescimento populacional expressivo se deu, sobretudo, nos centros regionais do interior do País. Em São Paulo, num raio de pouco mais de 100 Km da capital, encontram-se sete grandes aglomerações urbanas (AU): Campinas (3,2 milhões de habitantes), Santos (1,9 milhão), Sorocaba (1,6 milhão), São José dos Campos (1 milhão), Piracicaba-Limeira-Rio Claro (1,35 milhão), Jundiaí (1 milhão) e Taubaté (700 mil). Mais distantes da capital se encontram outras grandes AU: Ribeirão Preto (1,15 milhão), São José do Rio Preto (500 mil), Araraquara/São Carlos (530 mil), além de Bauru, Franca, Marília, Presidente Prudente e Araçatuba, todas com 250 mil a 400 mil habitantes.

Em Minas Gerais destacam-se as AUs de Uberlândia (900 mil habitantes), Juiz de Fora (700 mil), Divinópolis (560 mil), Ipatinga (500 mil), Montes Claros (450 mil) e Uberaba (360 mil). Governador Valadares, Sete Lagoas, Varginha, Pouso Alegre, Poços de Caldas e Conselheiro Lafaiete possuem entre 200 mil e 350 mil habitantes. No Rio, destacam-se as aglomerações de Cabo Frio/Macaé, com 1,2 milhão de habitantes; Volta Redonda/Barra Mansa e Campos (500 mil). No Espírito Santo, os dois principais centros regionais (Cachoeiro do Itapemirim e Linhares) têm população em torno de 200 mil habitantes.

Na Região Sul, no Paraná, destaque para Londrina (1 milhão de habitantes) e Maringá (800 mil), que, juntas com a AU de Apucarana/Arapongas (200 mil), formam uma conurbação com 2 milhões de habitantes. Próximas a Curitiba, a AU de Ponta Grossa (500 mil) e a de Paranaguá (300 mil). Destaque também para a AU de Cascavel/Toledo (740 mil) e Foz do Iguaçu (300 mil), que junto com a AU paraguaia de Ciudad del Leste e a cidade argentina de Puerto Iguazu formam uma conurbação com 1 milhão de habitantes. 

Em Santa Catarina, destaques para as AU do nordeste do estado: Joinville/Jaraguá do Sul (1,15 milhão), Itajaí (1 milhão) e Blumenau (700 mil), que juntas com as AU de Brusque e São Bento do Sul formam uma conurbação com mais de 3 milhões de habitantes. A AU de Criciúma/Tubarão supera os 900 mil habitantes e a de Chapecó, 500 mil. No Rio Grande do Sul, destaques para a AU de Caxias do Sul/Bento Gonçalves (820 mil), Pelotas/Rio Grande (610 mil), Santa Cruz do Sul/Lajeado (550 mil), Passo Fundo (350 mil) e Santa Maria (320 mil).

Mas é no Nordeste que o crescimento das cidades médias mais surpreendeu. Em pleno agreste ou sertão do Semiárido, emergiram 11 grandes aglomerações urbanas: Caruaru e Feira de Santana, ambas com 1 milhão de habitantes, Campina Grande (760 mil), Petrolina/Juazeiro e Juazeiro do Norte/Crato, ambas com 670 mil habitantes, Vitória da Conquista e Ilhéus/Itabuna, ambas com 500 mil, e Imperatriz, Mossoró, Sobral e Arapiraca, todas na casa dos 400 mil habitantes. Há que se destacar ainda outros importantes centros regionais nordestinos, como Parnaíba, Patos, Barreiras, Teixeira de Freitas e Itabaiana/Lagarto, todos na faixa de 200 mil habitantes.

Nas regiões Norte e Centro-Oeste, os centros regionais são de menor porte. Destaques para Rondonópolis, Sinop/Sorriso, Dourados, Três Lagoas, Rio Verde, Santarém, Marabá, Paraopeba, Ji-Paraná e Araguaína, todas com população entre 200 mil e 350 mil habitantes.

Essas 77 AUs citadas somam 44 milhões de habitantes. A quase totalidade possui uma sólida estrutura econômica, são grandes centros comerciais e de prestação de serviços para sua região de influência, e algumas são relevantes centros industriais; possuem universidades e uma rede hospitalar que é referência regional; aeroportos com grande movimentação, algumas litorâneas têm portos bem movimentados e muitas estão conectadas por ferrovias e rodovias duplicadas com as metrópoles a que estão subordinadas. São verdadeiras “capitais regionais”.

(*) Doutor em Desenvolvimento Econômico Sustentável, ex-presidente da Codeplan (atual IPEDF) e do Conselho Federal de Economia

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Júlio Miragaya

Doutor em Desenvolvimento Econômico Sustentável, ex-presidente da Codeplan e do Conselho Federal de Economia

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