• Política
  • Cidades
  • Brasil
  • Esporte
  • Entorno
  • Pelaí
  • Versão impressa
  • Política
  • Cidades
  • Brasil
  • Esporte
  • Entorno
  • Pelaí
  • Versão impressa
Facebook X-twitter Instagram
  • Política
  • Cidades
  • Brasil
  • Esporte
  • Entorno
  • Pelaí
  • Versão impressa
  • Política
  • Cidades
  • Brasil
  • Esporte
  • Entorno
  • Pelaí
  • Versão impressa

Geral

A fome acima de tudo, o agro acima de todos!

  • Júlio Miragaya
  • 16/06/2022
  • 11:00

Compartilhe:

Foto: Reprodução

Foto: Divulgação

Júlio Miragaya (*)

O título acima bem poderia ser o lema do desgoverno Bolsonaro. Exagero? Vejamos: enquanto Bolsonaro e seus comparsas do agronegócio se vangloriam de o Brasil ser o segundo maior exportador de alimentos do mundo, 33,1 milhões de brasileiros passam fome. Segundo a Rede Nacional de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Penssan), 17,5 milhões (10% da população) passavam fome em 2002 (FHC), contingente que caiu para os ainda inaceitáveis 8,5 milhões (4,2%) em 2013 (Dilma), voltando a subir para 12 milhões (5,8%) em 2018 (Temer) e disparando para os atuais 33 milhões.

São quase 17 milhões no Norte/Nordeste (22% da população); 11,5 milhões no Sudeste (13%), 2 milhões no Centro-Oeste (12,7%) e 3 milhões no Sul (9,8%). Isto porque, enquanto diminui a cada ano a área plantada com arroz, feijão, mandioca, banana e outros alimentos básicos – e, dada a limitação da oferta, os preços disparam, tornando-os inacessíveis aos mais pobres – a “turma do agronegócio” praticamente tornou o campo brasileiro numa imensa plantação de soja e milho voltada para alimentar porcos, vacas e aves no Brasil, na Ásia e na Europa.

Produzem e exportam, ainda, açúcar, carnes, café e outros produtos, enriquecendo cada vez mais, pois faturam em dólar e são isentos de tributos, enquanto, para o povo pobre e miserável, sobram ossos e pés de galinha. Até no único aspecto positivo gerado pelo agronegócio no Brasil (o saldo na balança comercial), o resultado deve ser relativizado pelos crescentes gastos com a importação de insumos, como fertilizantes (U$ 15,2 bilhões em 2021).

Aliás, aqui se observa mais um dos males da política neoliberal num setor estratégico, que impacta a segurança alimentar. Com a imposição, em 1997, de tarifa zero para fertilizante importado; com a venda em 2017 dos ativos da Vale Fertilizantes para a Mosaic (Cargill) e com a desativação/arrendamento/abandono das plantas da Petrobras (capacidade de 7 milhões de toneladas/ano), o parque industrial de fertilizantes no Brasil mingou. O resultado foi a elevação das importações, de 40% da demanda em 1987 para 86% em 2021.

Este é o “Agro”. Mediante grilagem, expulsam posseiros, roubam terras públicas, invadem terras indígenas e quilombolas; desmatam e degradam o meio ambiente; exploram trabalho infantil e escravo e montam bandos de jagunços para ameaçar e matar camponeses e indígenas. O Agro não é pop, como diz a Rede Globo, o Agro é podre!

Conflitos e assassinatos no campo

Historicamente, uma das atividades dos “homens de bem” do agronegócio é ocupar terras públicas e roubar terras dos camponeses. Segundo levantamento da Comissão Pastoral da Terra (CPT) da CNBB, nos três primeiros anos do desgoverno Bolsonaro, ocorreram nada menos que 4.078 conflitos por terra no Brasil, recorde histórico.

Apenas em 2021, foram 1.769 conflitos, envolvendo 897 mil pessoas numa área de 71,2 milhões de hectares com 1.730 trabalhadores resgatados do trabalho escravo. Entre as vítimas dos conflitos, 26% são indígenas; 17% são quilombolas; 17% são posseiros; 14% são sem terras e 8% são assentados. Entre os causadores, 41% são fazendeiros/empresários, 13% são grileiros, 6% são madeireiros, 5% são garimpeiros e 17% são agentes de governo. 

Desses conflitos resultaram, nos últimos dez anos, 403 pessoas assassinadas, sendo que 313 (77%) na Amazônia Legal. Possivelmente os desaparecimentos de Bruno e Dom engrossarão essas tristes estatísticas. Aliás, por que as FFAA, em vez de ficarem “empetelhando” o TSE, não combatem a criminalidade na Amazônia?

(*) Doutor em Desenvolvimento Econômico Sustentável e ex-presidente da Codeplan e do Conselho Federal de Economia

Leia mais em Brasília Capital

Compartilhe essa notícia:

Picture of Júlio Miragaya

Júlio Miragaya

Doutor em Desenvolvimento Econômico Sustentável, ex-presidente da Codeplan e do Conselho Federal de Economia

Colunas

Orlando Pontes

Guerra não abate produção de frangos no Brasil

Caroline Romeiro

Entre curvas, reflexos e resistência

José Matos

O fim da inveja

Júlio Miragaya

Por que não reter ganhos com royalties e participações especiais?

Tersandro Vilela

Os custos invisíveis da inteligência artificial

Júlio Pontes

Com dancinha, Flávio imita Trump e Milei

Últimas Notícias

Adesivaço no Taguaparque reforça defesa do BRB

1 de abril de 2026
Shutterstock

Vênus em Touro: Amor e Conexões Profundas Agora

31 de março de 2026
Ronaldo Caiado na transmissão de cargo para Daniel Vilela

“Sou intransigente com corrupção e com bandido”, diz Caiado em despedida na Alego

31 de março de 2026

Preço alto trava regularização em Vicente Pires

31 de março de 2026

Newsletter

Siga-nos

Facebook X-twitter Instagram

Sobre

  • Anuncie Aqui
  • Fale Conosco
  • Politica de Privacidade
  • Versão impressa
  • Expediente
  • Anuncie Aqui
  • Fale Conosco
  • Politica de Privacidade
  • Versão impressa
  • Expediente

Blogs

  • TV BSB Notícias
  • Pelaí
  • Nutrição
  • Chico Sant’Anna
  • Espiritualidade
  • TV BSB Notícias
  • Pelaí
  • Nutrição
  • Chico Sant’Anna
  • Espiritualidade

Colunas

  • Geral
  • Política
  • Cidades
  • Brasil
  • Esporte
  • Geral
  • Política
  • Cidades
  • Brasil
  • Esporte
Facebook X-twitter Instagram
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso

© Copyright 2011-2026 Brasília Capital Produtora e Editora de Jornais e Revistas LTDA.

Removido da lista de leitura

Desfazer
Welcome Back!

Sign in to your account


Lost your password?