Tácido Rodrigues
Dois jogadores nascidos no Distrito Federal estão entre os 26 convocados pelo técnico Carlo Ancelotti para os dois últimos amistosos da Seleção Brasileira antes da Copa do Mundo 2026 a contra França, na quinta (26), às 17h, e Croácia, na terça (31), às 21h: Endrick, nascido em Taguatinga, e Igor Thiago, cria do Gama.
A ausência de Neymar, que não veste a amarelinha desde outubro de 2023, provocou debate. Enquanto alguns brasileiros defendem a presença do camisa 10 do Santos por conta do refino técnico, outros acreditam que ele não tem mais condição física para atuar em alto nível.
Segundo Ancelotti, a decisão levou em conta critérios técnicos e físicos neste momento da preparação. “Não chamei porque não está 100% agora. Mas, como disse, outro discurso é a lista final. Neymar pode estar na Copa do Mundo”, justificou.
O italiano acrescentou, ainda, que os amistosos contra duas seleções tradicionais têm papel importante para definir os últimos ajustes. “França e Croácia são adversários de alto nível. Esses jogos vão mostrar o estágio real da equipe e ajudar nas escolhas finais para o Mundial”.
LISTA – A lista completa de convocados tem Danilo (Botafogo), Gabriel Sara (Galatasaray), Igor Thiago (Brentford), Léo Pereira (Flamengo) e Rayan (Bournemouth) chamados pela primeira vez. Os demais selecionados são rostos conhecidos do torcedor: Goleiros: Alisson (Liverpool), Ederson (Fenerbahce) e Bento (Al Nassr). Zagueiros: Danilo (Flamengo), Alex Sandro (Flamengo), Marquinhos (PSG), Gabriel Magalhães (Arsenal), Bremer (Juventus), Ibañez (Al Ahli), Wesley (Roma) e Douglas Santos (Zenit). Meio campo: Andrey Santos (Chelsea), Casemiro (Manchester United) e Fabinho (Al Ittiha). Atacantes: Gabriel Martinelli (Arsenal), Luiz Henrique (Zenit), Matheus Cunha (Manchester United), Raphinha (Barcelona), Rayan (Bornmouth), Vini Jr. (Real Madrid) e João Pedro (Chelsea).
Irã fora da Copa?
A preparação para a Copa também sofre impacto do cenário geopolítico. A Federação Iraniana de Futebol solicitou à Fifa que os jogos da seleção do país sejam realizados no México, e não nos Estados Unidos — o Canadá é outro país-sede.
O pedido ocorre em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio e às relações diplomáticas delicadas entre Irã e EUA. Dirigentes iranianos argumentam que a mudança reduziria riscos políticos e logísticos para a delegação e para os torcedores. A entidade também cita possíveis dificuldades com vistos e segurança caso a equipe precise atuar em território norte-americano.
Em 11 de março, o ministro dos Esportes do Irã, Ahmad Donyamali, havia anunciado que o país não participaria do Mundial. “Considerando que esse regime corrupto assassinou nosso líder, sob nenhuma circunstância podemos participar da Copa do Mundo”, declarou.
A Fifa analisa o pedido da Federação iraniana e não anunciou a decisão oficial. Mas a tendência é de recusa, porque os ingressos para as três partidas da fase de grupos já foram vendidos e uma mudança tão drástica afetaria as demais seleções. O Irã está no grupo G, ao lado de Bélgica, Egito e Nova Zelândia.