17 de março de 2026, 16:13
• *Por Flávio Darin e Jonathas Gabetel — Curitiba*
Há 20 anos, Lothar Matthäus deixava o Athletico após uma temporada cheia de histórias.
Em 17 de março de 2006, encerrava-se uma das passagens mais singulares de um técnico no futebol brasileiro. Entre janeiro e março daquele ano, Lothar Matthäus, ícone do futebol alemão, teve uma trajetória invicta no Furacão, marcada por episódios memoráveis e que terminou de forma inesperada.
Tudo começou com uma visita casual de Matthäus às instalações do Athletico em janeiro de 2006. Naquela época, o ex-meio-campista, capitão da seleção alemã na conquista da Copa do Mundo de 1990, já contava com experiências como técnico em clubes como Rapid Viena, na Áustria, e Partizan Belgrado, na Sérvia, além da seleção da Hungria.
O Athletico, por sua vez, buscava um novo comandante após a saída de Evaristo de Macedo. O nome de Matthäus não estava entre as opções iniciais, mas a situação mudou rapidamente. Em uma negociação conduzida pelo presidente Mário Celso Petraglia, o clube anunciou a contratação do alemão no dia 11 de janeiro de 2006.
Matthäus se apresentou para começar os trabalhos nos primeiros dias de fevereiro, enquanto a equipe ainda era dirigida pelo auxiliar técnico Vinícius Eutrópio nas competições estaduais.
— Minhas lembranças são muito boas. O planejamento do Petraglia foi uma decisão excelente. Se tivéssemos conseguido concretizar todo o plano estratégico, teria sido fantástico. Até hoje, as pessoas falam sobre isso — relembrou Eutrópio em uma entrevista ao ge.
Naquele ano, havia a expectativa da Copa do Mundo na Alemanha, e Matthäus, que seria comentarista em uma das principais emissoras do país, trouxe um planejamento interessante. O Athletico planejava uma pré-temporada na Áustria, aproveitando a presença de um treinador alemão para se alinhar com o clima da competição internacional.
A torcida do Athletico ficou entusiasmada com a chegada de Matthäus, que foi recebido na Arena da Baixada com um mosaico em formato da bandeira da Alemanha, durante sua estreia, que resultou em uma vitória por 1 a 0 contra o Galo Maringá.
A chegada de Matthäus também trouxe novos métodos de trabalho ao clube. Ele se apresentou acompanhado de um intérprete e implementou uma rotina de treinos que incluía peculiaridades, como sessões mais leves nos dias de jogos e total reserva quanto à escalação, até mesmo para os jogadores. Apesar das novidades, a adaptação foi positiva, conforme garantiu Eutrópio.
— Os jogadores aceitaram bem, mas algumas coisas, como treinar no dia do jogo com cargas menores, foram estranhas para eles. O fato de não saberem qual time iria a campo um dia antes da partida também causou estranhamento. Mas fui introduzindo essas mudanças aos poucos.
Outra inovação trazida pelo técnico foi a implementação de um