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Opinião, Política

OPINIÃO | Bolsonaristas fazem teatro na CLDF sobre o caso BRB–Master

A movimentação serviu apenas para produzir manchetes

  • Redação
  • 16/03/2026
  • 15:30

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Plenário na Câmara Legislativa

Plenário na Câmara Legislativa

(*) Por: Gabriel Santos Elias

Nos últimos dias, deputados bolsonaristas na Câmara Legislativa do Distrito Federal tentaram encenar um rompimento público com o governador Ibaneis Rocha diante do escândalo envolvendo o Banco de Brasília e o Banco Master. Discursos duros foram feitos na tribuna, coletivas de imprensa foram convocadas e anúncios de CPI ganharam as redes sociais. Mas, quando chegou a hora de transformar a indignação em investigação real, veio a revelação: os mesmos parlamentares que anunciaram uma CPI simplesmente se recusaram a assinar o pedido que já existia e que permitiria sua instalação imediata. O rompimento, ao que tudo indica, era mais encenação do que decisão política.

O governo de Ibaneis Rocha nasceu de uma aliança bastante clara entre o bolsonarismo golpista e o centrão corrupto. Curiosamente, foram justamente essas duas marcas que produziram as maiores crises de sua gestão. A primeira foi a responsabilidade política do governo do Distrito Federal na omissão da polícia durante os Ataques de 8 de janeiro de 2023, quando golpistas invadiram as sedes dos três poderes. Na ocasião, Ibaneis chegou a ser afastado do cargo por 66 dias enquanto era investigado. Agora, às vésperas de deixar o governo para disputar o Senado, o governador volta ao centro de um novo escândalo: a tentativa de usar o banco público de Brasília para salvar o apodrecido Banco Master.

Diante da repercussão do caso, parlamentares bolsonaristas na Câmara Legislativa ensaiaram um rompimento. O deputado Thiago Manzoni, principal liderança desse grupo, subiu à tribuna dizendo que teria sido enganado pelo governador e pelo então presidente do Banco de Brasília. Segundo ele próprio relatou, a resposta de Ibaneis teria sido um xingamento à sua mãe e a exoneração de indicados políticos do deputado na administração do governo. Em seguida, o partido de Jair Bolsonaro anunciou que pediria uma CPI para investigar o caso.

Se a história parasse aí, poderia parecer uma reação institucional legítima. Mas o enredo muda completamente quando olhamos detidamente os fatos. Já existia na Câmara um pedido de CPI com sete assinaturas de parlamentares da oposição. Faltava apenas uma para atingir o mínimo necessário de oito deputados. Em vez de assinar o pedido já existente e permitir a instalação imediata da investigação, os bolsonaristas decidiram lançar um novo requerimento, com apenas quatro assinaturas. O resultado é surreal: a Câmara agora tem dois pedidos de CPI, nenhum deles com o número necessário para instalação.

Na prática, nada mudou. A capacidade da Câmara Legislativa de investigar o caso continua exatamente a mesma: inexistente. A movimentação serviu apenas para produzir manchetes e alimentar a narrativa de combate à corrupção diante da base eleitoral bolsonarista. Foi barulho político, não ação institucional.

A pergunta inevitável é: se dizem querer investigar, por que não viabilizam a CPI? A resposta pode estar no próprio escândalo. O caso do Banco Master revela um enredo profundamente enraizado em setores da direita brasileira.

Quase 90% dos governos que aplicaram recursos de fundos de aposentadoria no banco são administrados por partidos de direita. Entre eles está o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, que teria direcionado quase um bilhão de reais de recursos de aposentados para a instituição. 

Os vínculos políticos também aparecem nas relações diretas com o dono do banco, Daniel Vorcaro. A lista de contatos do celular do empresário inclui exclusivamente parlamentares da direita. No Congresso Nacional, propostas para ampliar a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos, que beneficia o Master, foram apresentadas por políticos bolsonaristas como Ciro Nogueira e Felipe Barros.

Há ainda a dimensão eleitoral do caso. O empresário Fabiano Zetel, cunhado de Vorcaro, foi um dos maiores doadores individuais das campanhas de Bolsonaro e de Tarcísio de Freitas, além de disponibilizar aeronaves para campanhas de políticos como Nikolas Ferreira.

Esse súbito “rompimento” também esbarra em um fato difícil de explicar. Os mesmos deputados bolsonaristas que agora fingem surpresa com o escândalo participaram ativamente da sustentação política do governo Ibaneis Rocha na Câmara Legislativa. A influência desse grupo no governo sempre foi expressiva, com indicações na máquina pública e alinhamento em todas as principais votações. Mais do que isso: todos votaram favoravelmente ao projeto de lei que autorizou o Banco de Brasília a realizar operações como a que abriria caminho para a compra do Banco Master. Ou seja, os mesmos parlamentares que hoje simulam indignação ajudaram a construir as condições políticas para que o negócio acontecesse.

É por isso que o teatro da CPI faz sentido político para esse grupo. Eles precisam demonstrar indignação diante de sua base eleitoral, que valoriza o discurso anticorrupção, mas, ao mesmo tempo, evitam qualquer movimento que permita que a investigação avance de fato. A encenação serve para preservar a narrativa sem correr o risco de revelar o que realmente está por trás do escândalo. Resta saber se a farsa funcionará e se seus eleitores acreditarão no teatrinho que estão montando. A resposta será conhecida nas urnas.

(*) Doutor em ciência política pela UnB

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