Após eleições, Venezuela e Argentina traçam uma linha de direita na América do Sul

bsbcapitalPor ,08/12/2015 às 7:44, Atualizado em 08/12/2015 às 7:44

Ontem (7) foi dia de festa para opositores de Maduro. População, eleitos e os venezuelanos que vivem em outros países comemoraram a vitória nas urnas apesar dos órgãos oficiais do governo não confirmarem os dados. Nicolás Maduro reconheceu a derrota. Entretanto, disse que isso, na verdade, é uma guerra econômica e que a população reconhecerá …

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Ontem (7) foi dia de festa para opositores de Maduro. População, eleitos e os venezuelanos que vivem em outros países comemoraram a vitória nas urnas apesar dos órgãos oficiais do governo não confirmarem os dados. Nicolás Maduro reconheceu a derrota. Entretanto, disse que isso, na verdade, é uma guerra econômica e que a população reconhecerá que o seu governo representa a paz.

A oposição conquistou dois terços do parlamento e o receio agora é que Maduro tome alguma decisão juntamente com o judiciário criando algum tipo de regime de exceção.

Já na Argentina, Cristina Kirchner não consegue largar o poder. Afirma que governa até o dia 10 e que, portanto, ficará na Casa Rosada até a meia noite desse dia. Além de dificultar o acesso aos dados oficiais para a nova equipe, ela não quer a cerimônia de posse na sede oficial do governo.

A transparência não é o forte do governo que sai. Tanto as equipes que vão assumir, como o povo não sabem exatamente qual é a real situação econômica na Argentina. Com esse cenário as pessoas são compram o essencial e guardam seus dólares. Com a desconfiança generalizada, é comum a compra regular de dólares americanos pela população. Macri e sua equipe têm tido muita dificuldade com Cristina nesses últimos dias.

Brasileiros não vivem dias mais fáceis. A inflação cresce, o PIB cai, a desconfiança no atual governo aumenta e ontem não foi possível formar a comissão do impeachment. Grupos se movimentam para formar uma espécie de chapa para que se tenha uma alternativa a comissão oficial que já gera atritos e descréditos junto aos parlamentares. Com a confusão o presidente da Câmara interviu.

Paralelamente aos acontecimentos no Congresso, O vice-presidente Temer entregou a Dilma Roussef uma carta com 10 pontos onde evidencia a desconfiança da presidente quanto a sua pessoa. Dilma, por sua vez, diz que confia no seu vice. Ao mesmo tempo em que essa relação é discutida, uma equipe de juristas se reuniu no Palácio do Planalto para trabalhara contra o impeachment.

Aos poucos a América Latina vai se transformando, mas ainda haverá muita história a ser contada.

 

Zilta Marinho, especial para o Brasília Capital

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