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Política

Waldir Maranhão revoga ato em que anulou sessão do impeachment na Câmara

  • Redação
  • 10/05/2016
  • 08:18

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O presidente interino da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP-MA), recuou e decidiu revogar a decisão que havia tomado nesta segunda-feira (09/05), de anular as sessões de votação do impeachment ocorridas no Plenário da Casa entre os dias 15 a 17 de abril. O vice-presidente tomou a decisão no fim da noite e assinou dois ofícios cancelando a determinação anterior.

Indice
Renan vai rejeitar decisão de anular impeachment dada por interino da CâmaraPresidente interino da Câmara anula tramitação do processo de impeachment de Dilma RousseffAlambrado para separar manifestantes volta à Esplanada
\"Plenário

Em um dos documentos, ele comunica o presidente do Senado, Renan Calheiros, da decisão. O outro é um documento da Câmara com a decisão da presidência. \”Revogo a decisão por mim proferida em 9 de maio de 2016, por meio da qual foram anuladas as sessões do plenário da Câmara dos Deputados ocorridas nos dias 15, 16 e 17 de abril de 2016, nas quais se deliberou sobre denúncia por crime de responsabilidade número 1 de 2015\”, diz um dos oficíos. A A assessoria de imprensa da Câmara confirmou a autenticidade dos ofícios.

A votação da admissibilidade do impeachment no Senado está marcada para esta quarta-feira (11/05), às 9h. Renan decidiu prosseguir com o processo, mesmo com a decisão de Maranhão, que determinava a remessa da matéria de volta à Casa dos deputados.

Nos ofícios, Maranhão não relata o motivo de ter voltado atrás na determinação. Uma das motivações, no entanto, pode ter sido justamente o receio de perder o mandato. A bancada do PP analisará nesta manhã a expulsão do deputado do partido, por ter tomado decisão contrária à orientação nacional. E parlamentares da oposição recorreram ao Conselho de Ética da Casa para pedir a cassação do mandato.

Maranhão decidiu anular as sessões dos dias 15 a 17 de abril em resposta a uma petição protocolada pela AGU em 25 de abril, enderaçada ao presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha. Na decisão, Maranhão determina o retorno do processo que está no Senado à Câmara. O pepista acatou os argumentos da AGU e entendeu que os parlamentares não poderiam ter divulgado os votos antes da votação em plenário e que os partidos não poderiam ter fechado questão sobre o tema. Também entendeu ter sido errada a orientação partidária que houve na sessão, o que feriu o direito de ampla defesa.

O pepista assumiu a presidência interina da Câmara no último dia 5, quando o presidente Eduardo Cunha (PMDB-RJ) teve seu mandato suspenso e foi determinado seu afastamento da presidência, após julgamento por unanimidade no Supremo Tribunal Federal (STF).


Renan vai rejeitar decisão de anular impeachment dada por interino da Câmara


Presidente interino da Câmara anula tramitação do processo de impeachment de Dilma Rousseff


Alambrado para separar manifestantes volta à Esplanada


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