Voltei, sim… Mas, afinal, que rei sou eu?

mmPor ,15/08/2015 às 17:37, Atualizado em 15/08/2015 às 17:37

Os gentis leitores deste querido jornal (que a gente calcula em torno de 40 mil pessoas apenas no impresso, pois não sou capaz de estimar essas contas virtuais de postagens na internet, como o site do Brasília Capital) com certeza acompanharam o drama de minha pneumonia dupla, agravada por uma infecção no fígado, que me obrigaram …

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Os gentis leitores deste querido jornal (que a gente calcula em torno de 40 mil pessoas apenas no impresso, pois não sou capaz de estimar essas contas virtuais de postagens na internet, como o site do Brasília Capital) com certeza acompanharam o drama de minha pneumonia dupla, agravada por uma infecção no fígado, que me obrigaram a ficar sete dias ininterruptos numa cama de hospital sob o bombardeio de antibióticos, que me salvaram a vida pela prestimosidade de uma médica (sobre quem falarei adiante) e que agora me proporciona reprisar a canção de Roberto Carlos:

“Eu voltei, voltei para ficar / Porque aqui, aqui é o meu lugar…”

Mas não havia nenhum cachorro me esperando no portão e sim um lindo gato branco felpudo chamado Luan, que na minha ausência, conforme fui informado, dormiu todas as noites na cama aqui em casa, exatamente no mesmo lugar onde fico ao lado de minha mulher, na certa para atenuar a sua peculiar saudade de ex-divindade do Egito.

Desculpem a redundância, voltei, sim, embora na crônica anterior tenha admitido que chegara a hora de realizar a travessia (inexorável) do rio Jordão, consoante acreditam os meus irmãos presbiterianos afro-americanos do Alabama.

Embora tenha escapado do pior, o Orlando Pontes quase me matou do coração, quando li na 3ª página da edição anterior, a 220, seu carinhoso texto: ”Sai dessa, Fernando”, taxando-me, indevidamente, de “rei”. Na próxima edição, responderei à altura.

Minha intenção (hoje) é agradecer, mais uma vez, a dezenas de pessoas que me ajudaram, algumas com seus préstimos profissionais e outras de amigos com a força de suas orações. No primeiro caso, destaco a participação de dois médicos: Dr. Ubirajara e Dra. Gabriela Lemos. Ele, pelo diagnóstico e até insistência para que me internasse no hospital. Ela porque, durante uma semana, lutou e venceu a batalha contra a traiçoeira Senhora da Foice. Sinceramente, nos meus 89 anos de vida ativa, jamais conheci uma jovem mulher que aliasse excepcional beleza física a uma alma recheada de Luz espiritual!

Também não posso esquecer do especial atendimento das técnicas de enfermagem, coordenadas pela competência da enfermeira-chefe Tatiana.

Finalmente, consegui sobreviver graças ao amor irrestrito de meus filhos Fernanda e Cláudio; e ao sacrifício pessoal de minha esposa-companheira, Lêda Maria (minha amada Ledinha), que ficou sete dias e sete noites sem pregar olho, atenta ao menor de meus gemidos.

 

 

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