Vitória da vida

BSB Capital21/01/2022 às 5:49, Atualizado em 20/01/2022 às 22:54

Governos estaduais poderão antecipar compra de vacinas contra a covid-19

Vacinação de crianças contra a covid-19 na UBS 5 de Taguatinga Sul

A autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o uso da vacina coronavac, do Instituto Butantan, na campanha de imunização infantil contra a covid-19 é mais um importante passo para o combate ao novo coronavírus. 

Diante do aumento alarmante no número de infectados no Brasil e no mundo, motivado pela escalada da variante ômicron, a autorização possibilitará que os governos estaduais comprem o imunizante diretamente do Butantan sem a necessidade de aguardar a remessa das vacinas pelo Ministério da Saúde.

A novidade não modifica a faixa etária das crianças que poderão ser vacinadas, mas aumenta a oferta de vacinas, já que o Butantan tem armazenado 10 milhões de doses. Anteriormente, somente a Pfizer estava liberada para vacinar crianças a partir de 5 anos, o que prejudicava a campanha de imunização infantil, uma vez que as doses, vindas do exterior, eram em quantidade insuficiente para todas as faixas de idade infantil.

Diante da urgência em acelerar a imunização do público de 5 a 11 anos, a diretora do Sinpro, Rosilene Corrêa, acredita que a medida é um avanço e uma importante vitória pela vida e pelo combate ao vírus que matou milhões de pessoas no mundo. 

“Se analisarmos que a vacina está salvando milhões de vidas mundo a fora, e quanto mais pessoas imunizadas mais próximo estaremos do fim da pandemia, a aprovação da Anvisa para a compra da coronavac é um passo gigantesco para o combate à covid. Os governos estaduais têm a oportunidade de acelerar a compra de vacinas e antecipar a imunização das crianças”, salienta Rosilene. 

Compra

Após o anúncio da Anvisa, alguns governos estaduais já se anteciparam e estão solicitando remessas do imunizante ao Butantan. Anteriormente, vários governos, a exemplo do Distrito Federal, mostravam dificuldade na vacinação das crianças devido à falta de imunizantes.

A demora na imunização tem causado o aumento de infectados, alta no número de óbitos de não vacinados ou com vacinação incompleta, além de aumentar a procura em hospitais.

Aproximadamente 210 milhões de doses já foram aplicadas em crianças em diversas partes do mundo. Além de reduzir internações e mortes, a vacina infantil tem o potencial de prevenir a covid-19 longa e de impactar na circulação geral da Sars-cov-2.

“Diante da demora na vacinação das crianças, muitos governos argumentavam que a falta de imunizantes prejudicava a campanha. Agora isto já não é mais problema. Os governos estaduais têm a oportunidade de acelerar a imunização dos pequenos, fato que vai colaborar diretamente no combate ao vírus”, afirma Rosilene Corrêa. 

Atrasado

Apesar da liberação na compra da coronavac pela Anvisa, o Brasil colhe frutos negativos devido à demora na realização dos procedimentos contra a covid-19. Além da política contrária e irresponsável praticada pelo governo federal desde a chegada do vírus, a própria Anvisa demorou na utilização de imunizantes em território brasileiro.

Desde o ano passado a coronavac já é usada em crianças de 3 a 11 anos em países como China, Hong Kong, Chile, Equador, Indonésia e Camboja. A utilização foi aprovada após estudos comprovarem sua eficácia e segurança na imunização de crianças e adolescentes. Outro exemplo é a utilização do imunizante Pfizer em bebês de seis meses.

O Sinpro entende que se todas estas preocupações e medidas tivessem sido adotadas pela Anvisa e pelo governo Bolsonaro no Brasil, milhares de vidas teriam sido salvas e o combate ao vírus estaria em estágio bem mais adiantado.

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** Este é um artigo de opinião. A visão do autor não necessariamente expressa a linha editorial do jornal Brasília Capital

1 comentário em “Vitória da vida”

  1. Moacir Ferreira Côrtes

    Muito bom o ponto de vista da Rosilene Corrêa. É lamentável o número de mortes que aconteceram aqui no Brasil, simplesmente, por omissão do Governo Federal e aqui em Brasília, pelo governo Ibanez.

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