Vagão exclusivo no metrô completa um mês de funcionamento

bsbcapitalPor ,01/08/2013 às 10:52, Atualizado em 01/08/2013 às 10:52

O vagão exclusivo para mulheres e pessoas com deficiência completa hoje um mês de funcionamento no Metrô do DF, e tem mostrado resultados positivos, tanto que os próprios usuários reivindicam mais respeito por parte dos homens que ainda não cumprem a mudança. “A ideia é ótima, mas falta eles respeitarem. Teve um caso, nos primeiros …

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O vagão exclusivo para mulheres e pessoas com deficiência completa hoje um mês de funcionamento no Metrô do DF, e tem mostrado resultados positivos, tanto que os próprios usuários reivindicam mais respeito por parte dos homens que ainda não cumprem a mudança.

“A ideia é ótima, mas falta eles respeitarem. Teve um caso, nos primeiros dias, que um rapaz de boné entrou e todas as mulheres gritaram “Ei o de boné, o vagão é pra mulher!””, contou a copeira Solange Ferreira, moradora de Ceilândia.

Uma campanha educativa começou em junho, duas semanas antes da implantação do novo modelo, e continuará, com o objetivo de orientar todos os passageiros – cerca de 600 profissionais orientam a população constantemente sobre a mudança.

O Metrô-DF conta apenas com a colaboração dos usuários, porque nenhuma forma de punição está prevista aos homens que desrespeitarem a medida.

“A iniciativa do carro exclusivo tem sido positiva, e ganhou a adesão do público. Os usuários ainda estão se adaptando as regras, e esperamos que, com o tempo, a cultura de respeito aos direitos se solidifique cada vez mais”, afirmou a presidente do Metrô-DF, Ivelise Longhi.
QUALIDADE – O cadeirante e estudante Cleberson de Oliveira acredita que a iniciativa trouxe uma qualidade a mais para o transporte público: “Pego metrô todo dia e melhorou muito a nossa vida. A viagem ficou mais tranquila durante os horários de pico”, elogiou o estudante, morador do Guará I.

Para a auditora de enfermagem Jessica Queiroz, moradora de Brazlândia, a iniciativa deixou as viagens ao trabalho mais confortáveis: “Para nós ficou mais fácil. E quando alguns homens desrespeitam, vejo que todas pedem pra eles saírem”, comentou.

No período que a reportagem da Agência Brasília esteve na estação Central do metrô, alguns homens tentaram utilizar o vagão exclusivo, mas desistiram e se retiraram do espaço, pois as usuárias presentes chamaram a atenção deles.

O autônomo Reginaldo Pereira por pouco não utilizou o vagão por engano, mas viu a tempo a mensagem no chão que indicava o uso restrito para mulheres e deficientes: “Melhorou para elas, agora os homens tem que ficar mais atentos, e mais educados também”, brincou.

Milhares de mulheres e pessoas deficientes utilizam o transporte exclusivo diariamente, sempre durante os horários de pico – de segunda a sexta-feira, das 6h às 8h45 e das 16h45 às 20h15 -, para atender uma lei distrital aprovada em 2012.

O vagão exclusivo é sempre o primeiro, o chamado carro líder, localizado logo após a cabine onde está o piloto e nos demais carros, e o uso continuará misto (mulheres e deficientes), inclusive para permitir a presença de crianças.
Para mais informações sobre o carro exclusivo, acesse o http://www.gdfdiaadia.df.gov.br/viagens-mais-seguras-e-confortaveis/#2 .

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