Vaga no TCDF é disputada por distritais

bsbcapitalPor ,14/08/2015 às 23:50, Atualizado em 14/08/2015 às 23:50

Distritais Wasny de Roure e Dr. Michel são os favoritos. Chico Leite e Agaciel Maia correm por fora Após 5 anos e 11 meses licenciado, por envolvimento na operação Caixa de Pandora, Domingos Lamoglia renunciou na segunda-feira (10) ao cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Distrito Federal. Era uma decisão aguardada no meio …

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Distritais Wasny de Roure e Dr. Michel são os favoritos. Chico Leite e Agaciel Maia correm por fora

Após 5 anos e 11 meses licenciado, por envolvimento na operação Caixa de Pandora, Domingos Lamoglia renunciou na segunda-feira (10) ao cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Distrito Federal. Era uma decisão aguardada no meio político, mas, ao se confirmar, incendiou a disputa pela vaga, que será preenchida por indicação da Câmara Legislativa. A partir de terça-feira (18), os parlamentares terão cinco dias utéis para apresentarem seus candidatos, que serão votados em plenário no dia 25 de agosto.

Três deputados distritais sonham em substituir Lamoglia: os petistas Chico Leite e Wasny de Roure, e Dr. Michel (PP). Leite corre “por fora”, com remotas chances. O preferido da maioria, aparentemente, é Dr. Michel, enquanto Wasny, sempre cotado para a função nos últimos anos, tem a simpatia não admitida do governador Rodrigo Rollemberg (PSB). Qualquer um deles precisará, no mínimo, de 13 votos para ficar com o cargo.

Ex-presidente da CLDF, Wasny De Roure é o preferido da oposição, mas tem bom trânsito na bancada governista. Acredita em sua experiência política (está no quinto mandato de distrital e já foi deputado federal e secretário da Fazenda do GDF) e em sua formação profissional como economista convencer os colegas a indicá-lo para o Tribunal de Contas. Oficialmente, sua assessoria diz que ainda não é oficial sua candidatura a vaga e cita o nome de Agaciel Maia (PTN) como favorito.

Dr. Michel é advogado e delegado aposentado da Polícia Civil. Está no segundo mandato na Câmara Legislativa. Na sexta-feira (14), disse ao Brasília Capital que “não quer o cargo”, numa estratégia de não se desgastar junto ao “eleitorado”. No entanto, trabalha nos bastidores para ser o indicado. Por seu estilo despojado, é querido por todos os colegas e a tendência é de que os governistas, a menos que recebam uma solicitação expressa do Palácio do Buriti, o apoiem, devido à rejeição ao PT.

Afinal, uma das primeiras missões do futuro conselheiro será participar da análise das contas do governo Agnelo Queiroz. E tudo que os governistas querem é rejeitá-las para, em seguida, vê-las reprovadas pelo TCDF, cuja composição de sete conselheiros voltará a ser normalizada após a nomeação do sucessor de Domingos Lamoglia. “Os dois candidatos são muito bem preparados”, disse o líder do PT, Chico Vigilante.

 

Caixa de Pandora – A Operação Caixa de Pandora, deflagrada em 2009, rendeu um processo administrativo para Lamoglia, que dois meses antes era chefe de gabinete do então governador José Roberto Arruda, que o indicou para o cargo. Com a renúncia, o ex-conselheiro perde o foro privilegiado e o processo desce do Supremo Tribunal de Justiça para a Primeira Instância do Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT), onde já estão sendo analisados os casos dos demais 37 envolvidos no escândalo. Essa estratégia da defesa estenderá ainda mais o prazo para o julgamento de Lamoglia.

 


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