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Cidades

Uma vila entre o Planalto e o Alvorada

  • Ana Luisa Araujo
  • 04/10/2024
  • 12:03

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Antônio Sabino/Brasília Capital

Entre os Palácios do Planalto e da Alvorada tem uma vila fundada por trabalhadores que participaram da construção de Brasília. Rica em cultura e gastronomia, e tombada pelo patrimônio histórico, a Vila Planalto hoje faz parte da Região Administrativa de Brasília. Suas casas simples e ruas tranquilas refletem uma diversidade que se manifesta no contexto local. 

Embora a beleza do lugar chame a atenção de visitantes, os moradores frequentemente cobram mais cuidado por parte do poder público e reclamam da desvalorização da história da vila. Mas a localização estratégica, no centro da capital, tornou a Vila Planalto um importante polo gastronômico, atraindo tanto residentes quanto turistas. 

A produtora cultural Rita Andrade, de 60 anos, que é neta de pioneiro e casada com um morador da Vila, ressalta a importância de manter a identidade da comunidade. Para ela, a Vila Planalto é um lugar que tem um clima interiorano e acolhedor. “Precisamos olhar para esses cantos do DF com um olhar de preservação e desenvolvimento sustentável”, diz.

Moradora há 28 anos, Rita compartilha sua perspectiva: “A cena gastronômica da Vila está se tornando cada vez mais significativa no Plano Piloto. Ela faz parte dessa rede de arte culinária. Aqui, encontramos uma cozinha regionalizada, com foco na culinária mineira, além de opções rápidas, como self-services. Temos restaurantes como o Tia Zélia e o Traíra Sem Espinha, que atraem uma clientela variada, como turistas que vêm participar de conferências”.

Rita Andrade: “A comunidade foi fundamental para tombar esse espaço”

Arte e cultura

Além da gastronomia, a Vila Planalto é um espaço vibrante para as artes e a cultura. “Temos uma divisão bem marcada entre os moradores mais antigos, que desenvolvem processos culturais, como a escola de samba e a associação de idosos, e aqueles que vêm de fora, atraídos por eventos como a feira de brechós ou festivais de cinema”, comenta Rita. Para ela, a Praça Nelson Corso é um ponto de encontro fundamental, onde atividades culturais são realizadas, conectando gerações de moradores.

Rita participa ativamente da luta pela reestruturação do patrimônio cultural do Conjunto Fazendinha, um dos últimos remanescentes de construção em madeira em Brasília, que está em processo de deterioração. “A comunidade foi fundamental para tombar esse espaço e garantir sua existência. Por isso, sua voz é essencial nas decisões que a envolvem”.

História e resistência

A escritora e moradora da Vila Planalto Leiliane Rebouças explora a rica história e os desafios da comunidade em seu livro Vizinhos do Poder: História e Memória da Vila Planalto. Ela explica que a Vila Planalto surgiu em 1957, com os primeiros acampamentos para a construção de Brasília” e que, apesar da ameaça de destruição na inauguração da cidade, a vila conseguiu resistir ao longo dos anos.

Leiliane Rebouças: “Nossa localização privilegiada poderia ser um modelo de boa gestão, o que, infelizmente, não ocorre”

De 1960 a meados da década de 1980, a comunidade enfrentou remoções forçadas. Mas, a partir dos anos 1980, o movimento pela permanência ganhou força. “Com a abertura política, surgiu a primeira associação de moradores e, em 1984, foi fundado o grupo das 10, formado por mulheres que lutavam pela permanência da comunidade”, conta Leiliane.

Juntas, essas mulheres uniram-se a grupos de trabalho que buscavam preservar a memória e a história do lugar, culminando no tombamento da Vila, em 1988, como patrimônio histórico, após uma carta que Leiliane, então com 9 anos, enviou ao então presidente José Sarney.

Iluminação precária

Entre os principais problemas da Vila, Leiliane Rebouças aponta a infraestrutura, como a iluminação pública. “Nossa localização privilegiada poderia ser um modelo de boa gestão, o que, infelizmente, não ocorre”.


Filhos de pioneiros

Cleon Homar, 57 anos, é uma testemunha da história da Vila Planalto, onde mora desde os 7 anos. “Meu pai é pioneiro. Ele veio de Minas Gerais para trabalhar junto com Bernardo Sayão. Chegou aqui no final de 1956, e minha mãe só veio em 1959”. Homar explica que, na época, as pessoas vinham para trabalhar e havia residências na Vila Planalto, que abrigavam aqueles que construíam o Palácio da Alvorada e prédios da Esplanada”. 

Cleon Homar: “Aqui, as pessoas se encontram a qualquer hora do dia ou da noite”

Apesar de sua importância, a Vila era vista como um acampamento temporário. “Eu me sinto privilegiado por morar na Vila Planalto. Para mim, é o melhor lugar de Brasília”, afirma Cleon, embora admitindo que a infraestrutura ainda deixa a desejar. 

A evolução da Vila é lenta. Mas hoje está muito melhor. Antes, era tudo de terra e casas de madeira.  Coisas muito precárias”. Mas ele também destaca a vivência cultural do local: “Aqui, as pessoas se encontram a qualquer hora do dia ou da noite, conversam e se cumprimentam. É um ambiente muito humano”.

Amor e resiliência

Efigenia Fernandes, que chegou à Vila Planalto aos 12 anos, expressa seu amor pela comunidade em que cresceu e se estabeleceu. Filha de pioneiro, ela é apaixonada pela cidade. “Eu acho que não me adaptaria em outro local. Eu amo a Vila Planalto. Cheguei ainda muito jovem e não pretendo sair daqui até morrer”, afirma. 

Efigênia Fernandes: “Eu acho que não me adaptaria em outro lugar”

Para ela, a tranquilidade e a proximidade com escolas e faculdades são características que tornam a Vila um lugar especial. Filha de um trabalhador da construção de Brasília, Efigênia conta como sua família se mudou para a Vila. “Meu pai chegou aqui em 1957, e ia todo ano a Minas. Eu nasci lá, mas desde que vim pra cá me apaixonei”. 

Efigênia destaca a resiliência dos moradores e a forte conexão que todos têm com o local. “As pessoas que moram aqui, principalmente os mais velhos, são lutadoras. Elas parecem ser contaminadas com um vírus bom, porque amam aqui e não querem sair. Não tem dinheiro que me faça sair daqui”.

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