Ir para o conteúdo
  • Política
  • Cidades
  • Brasil
  • Esporte
  • Entorno
  • Pelaí
  • Versão impressa
  • Política
  • Cidades
  • Brasil
  • Esporte
  • Entorno
  • Pelaí
  • Versão impressa
Facebook X-twitter Instagram
  • Política
  • Cidades
  • Brasil
  • Esporte
  • Entorno
  • Pelaí
  • Versão impressa
  • Política
  • Cidades
  • Brasil
  • Esporte
  • Entorno
  • Pelaí
  • Versão impressa

Cidades

Uma aliada na luta contra o câncer

  • Redação
  • 17/03/2020
  • 12:57

Compartilhe:

Associação Brasileira de Assistência às Pessoas com Câncer (Abrapec). Foto: Divulgação

A Associação Brasileira de Assistência às Pessoas com Câncer (Abrapec) e outras 32 organizações do Distrito Federal foram certificadas pela Abaçaí Cultura e Arte e receberam, na terça-feira (3), o Selo Social por sua contribuição para a qualidade de vida da comunidade. É o terceiro ano consecutivo que a Abrapec, que funciona na QNA 32, em Taguatinga, é homenageada.

O prêmio foi recebido pela assistente social Débora Cristina Camargo da Costa, que elaborou e executou os projetos, e pelo gerente Ricardo Campos. “É com muita emoção que recebemos o selo. Em 2020 a Abrapec foi reconhecida por elaborar e executar cinco projetos sociais voltados para pessoas com diagnóstico de câncer”.

Projetos – No primeiro ano que Débora ingressou na Organização Não Governamental (ONG), a instituição recebeu o primeiro certificado com um projeto. No segundo ano, o selo foi conquistado com a execução de três projetos. Este ano, cinco projetos garantiram à associação sua terceira certificação. Embora

tenha 10 projetos em curso, apenas cinco foram apresentados para a certificação: “Cuidando de quem cuida”; “Arteterapia”, “Movimento é vida”, “Horta é arte”, “Atendimento em domicílio”.

A Abrapec atende, exclusivamente, a pessoas de baixa renda com diagnóstico de câncer, oferecendo qualidade de vida por meio de seus projetos, garantindo que o tratamento não seja interrompido e fornecendo medicamentos e pagamentos de exames.

Tudo começou no rádio

A ONG surgiu em 2002, em São Paulo, pelas mãos do radialista Arnaldo Brás. Ele recebia muitos pedidos de ajuda para pessoas com câncer em seu programa e sentiu a necessidade de trabalhar campanhas para ajudar essas pessoas. As demandas chegavam às centenas e ele fazia a campanha no rádio.

Com o tempo, percebeu que o volume aumentou muito. Observou que o espaço no rádio não era suficiente para atender a todos que solicitavam. Decidiu formar a ONG por meio da qual pudesse cadastrar as pessoas com câncer e ajudá-las.

Há 18 anos não havia lei que assegurasse o atendimento das pessoas com câncer. Diante dessa dificuldade, a associação surgiu para facilitar a vida de pessoas diagnosticadas com câncer e sem condições financeiras de bancar o tratamento.

Saúde – O foco da Abrapec é a saúde. Ajuda essas pessoas a lutar para viver. “A gente não fica falando com elas o tempo inteiro sobre o câncer. A gente atende às demandas delas, como a compra de medicamentos, que o Estado não oferece; o pagamento de exames que não há na rede pública; e oferecemos, todos os dias, atividades físicas, lúdicas, palestras, para que elas esqueçam o câncer, porque o foco é a saúde”, diz Débora Cristina.

Médicos voluntários

Todos os dias da semana, pela manhã, há uma atividade diferente. Nas segundas-feiras, aula de dança; nas terças, yoga; quartas, capoterapia; quintas, palestras diferentes com temas; às sextas, fisioterapia coletiva. No turno vespertino, atendimentos com os profissionais de psicologia, fisioterapia, cardiologia, endocrinologia, assistência social, psicanálise e enfermagem.

Por falta de voluntariado na área de Oncologia, esse tipo de atendimento não é oferecido. Afora isso, há vários outros profissionais da saúde na ONG. “Somos nove profissionais contratados e 15 voluntários. Nossos médicos são todos voluntários. Até hoje não conseguimos um oncologista que se dispusesse a fazer o atendimento voluntário”, lamenta Débora.

Atendimento exclusivo para adultos

A Abrapec só atende a pacientes adultos e o serviço é totalmente gratuito. Foto: Divulgação

A Abrapec só atende a pacientes adultos. Em 18 anos, mais de 1.200 pessoas passaram pela entidade. Atualmente, está atendendo 286, todas de baixa renda. A entidade faz campanhas para viabilizar a aquisição de quaisquer medicamentos, quaisquer exames e todas as atividades. O serviço é totalmente gratuito.

A entidade funciona por meio de doações que variam de R$ 5 a R$ 5 mil, obtidas mediante o serviço de telemarketing, que liga para os doadores e relata os problemas das pessoas, em geral para a realização de exames e compra de medicamentos.

Débora, que coordena a instituição no DF, conta que todos que chegam na Abrapec em busca de ajuda passam por uma triagem. “Sou assistente social e todos que ingressam na associação passam por mim. À medida que vou atendendo, fico sabendo das solicitações de exames que eles não conseguiram fazer. Eles trazem três orçamentos, e a gente faz as campanhas com base nesses orçamentos”, explica.

“Fazemos isso há 18 anos, e a gente nunca precisou dizer um não para qualquer demanda”, afirma a assistente social. Segundo ela, é muito comum o portador de câncer sofrer também com diabetes, colesterol alto, hipertensão. Mas a entidade não faz campanha para outras doenças. Somente medicamentos e exames relacionados ao câncer.

Vivendo com alegria

“Fazemos um atendimento maravilhoso, numa relação alegre. Não há ninguém chorando na Abrapec, porque o foco é a saúde”, conta Débora. Ela diz que a ONG promove a saúde centrada na alegria que surge por meio da atitude diária nas relações interpessoais, nas comemorações dos aniversários e de datas festivas, como o Dia Internacional da Mulher, festa junina, Natal, Revéillon, carnaval, entre outras.

Os parceiros contribuem para viabilizar esses momentos de alegria. Empresas ou pessoas físicas oferecem o som, a ornamentação, os comes e bebes. “Às vezes a gente pensa que o mundo é mau. Assiste às reportagens e a impressão que dá é de não existirem coisas boas, só ruins, golpes, mortes, assaltos. O que aprendemos na Abrapec é que, enquanto tem alguém assaltando ali, há milhares fazendo doações bem aqui. A Abrapec sobrevive das pessoas de coração bom que vão à instituição, vêem a veracidade da nossa luta e nos apoiam em tudo o que a gente precisa”, afirma a assistente social.

Transparência – A associação conquistou toda a documentação necessária. Já possui CNPJ, é registrada no Conselho de Assistência Social e certificada pelo Selo Social, que garante a seriedade e a transparência do trabalho desenvolvido. “Só indo lá para conhecer, conversar com quem atua lá e ver como a alegria é vida”.

Deus, sim; religião, não

A Abrapec não tem vínculo com nenhuma instituição religiosa. “Para nós não importa a religião de quem nos procura. Os profissionais que atuam na entidade também não fazem essa mistura. A Abrapec é o sonho de um radialista que viu a necessidade de ajudar as pessoas com câncer”.

Débora conta que na entidade se fala de Deus, fazem-se orações, mas numa perspectiva maior. A Abrapec também faz atendimento em domicílio às pessoas que não têm condições de se locomover.

O fato é que a equipe recebe com tanto amor e dedicação os que a procuram que a dor é amenizada. Nenhum mal resiste a tanto amor e alegria. Nesses 18 anos, a associação atendeu a 1.200 pessoas e, destas, apenas 18 faleceram.

Histórias de lutas e vitórias

“Descobri um câncer de mama em abril de 2019, aos 40 anos. A princípio, o sentimento é de uma devastadora emoção negativa explodindo dentro da gente. Fui encaminhada para a mastologista Joseane Fernandes, uma pessoa muito humana. Foi por intermédio dela que conheci a Abrapec, onde recebi um abraço do tamanho do mundo”, conta Sarah Cristina.

Segundo ela, na associação trabalham ótimos voluntários e médicos. “Fazemos artesanato, danças, dentre muitas outras atividades que nos ajudam, física e psicologicamente, a superar a doença. Posso dizer que, se não tivesse a ajuda da Abrapec com meus exames, não teria começado o tratamento tão cedo. O que tenho dentro de mim é uma eterna gratidão”, comenta.

Quem é diagnosticado com câncer, em geral, vê nos resultados dos exames uma sentença de morte. Mas, quando adentra a Abrapec, em Taguatinga, descobre que há vida para além do diagnóstico.

Desenganada pelo médico, dona Alice superou todas as dificuldades. Ao descobrir a doença, perguntou ao oncologista, que também tinha câncer, se havia cura. Ele lhe respondeu que, se houvesse, usaria a cura para ele mesmo. O médico morreu. Mas dona Alice está vivinha contando a história.

Há 26 anos, abriram o corpo dela para retirar um tumor do intestino. Fecharam novamente sem nada fazer. E a mandaram para casa para que ela morresse lá. Contrariando os prognósticos, dona Alice está bem de saúde. E continua na Abrapec participando de atividades como balé, aula de canto e do coral. E sempre que pode conta sua história. Um caso exemplar.

Em 2015, a jovem Elisângela recebeu do médico 2% de chance de sobrevida. Não queria nem pagar os medicamentos

porque eram caros para uma pessoa que podia morrer a qualquer momento. Quando descobriu o câncer, no fígado, a doença já tinha atingido a mama. Como já estava com metástase, a medicina não queria operá-la. Elisângela lutou pela vida. Retirou a mama e operou o fígado, fez a reposição e ganhou uma nova vida. Suene teve metástase nos ossos, e na Abrapec ganhou esperança de sobreviver. Assim como dona Conceição. Ambas lutam contra a doença.

Parceiros na superação

São belas histórias de superação. As pessoas chegam à associação arrasada e sem acreditar que poderão sobreviver. Mas são acolhidas por ótimos profissionais que as ajudam a compreender a doença, descobrem que há cura e, sobretudo, que, a partir daquele momento, já não estão mais sozinhas.

No Dia Internacional da Mulher 2020, a entidade realizou um dia inteiro da beleza. Conseguiu doações dos parceiros Instituto Hélio, Marques Paiva, Rô Cabelereira, Salão Condomínio Soneto, Salão Atlas, Cícero Cabeleireiro, Iolle Cabeleireiros, Iolanda Cabeleireira e Poliana Manicura.

O evento foi tão bom que os parceiros decidiram dedicar o mês de março à Abrapec. “Meu sentimento é de gratidão. São ações como essa que nos fazem acreditar no ser humano mais humano. No entanto, é importante ressaltar que quem pega o diagnóstico de câncer e fica dentro de casa se vitimizando, geralmente morre, porque se entrega”, alerta a assistente social.

Compartilhe essa notícia:

Picture of Redação

Redação

Colunas

Orlando Pontes

Vídeo: Leila é vaiada no Torneio Arimateia

Caroline Romeiro

EUA redescobrem o óbvio: comida de verdade no centro do prato

José Matos

Inveja. Livre-se dela

Júlio Miragaya

A grandeza das cidades médias brasileiras

Tesandro Vilela

SUS aposta em IA para modernizar saúde pública

Júlio Pontes

Você precisa saber o que é desincompatibilização

Últimas Notícias

Confira a lista de vencedores do Globo de Ouro 2026

11 de janeiro de 2026

Centro de Línguas de Novo Gama abre vagas para cursos gratuitos

11 de janeiro de 2026

Aberto concurso com salários de até R$ 6 mil em Valparaíso

11 de janeiro de 2026

Feliz Ano Novo à categoria bancária!

11 de janeiro de 2026

Newsletter

Siga-nos

Facebook X-twitter Instagram

Sobre

  • Anuncie Aqui
  • Fale Conosco
  • Politica de Privacidade
  • Versão impressa
  • Expediente
  • Anuncie Aqui
  • Fale Conosco
  • Politica de Privacidade
  • Versão impressa
  • Expediente

Blogs

  • TV BSB Notícias
  • Pelaí
  • Nutrição
  • Chico Sant’Anna
  • Espiritualidade
  • TV BSB Notícias
  • Pelaí
  • Nutrição
  • Chico Sant’Anna
  • Espiritualidade

Colunas

  • Geral
  • Política
  • Cidades
  • Brasil
  • Esporte
  • Geral
  • Política
  • Cidades
  • Brasil
  • Esporte
Facebook X-twitter Instagram
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso

© Copyright 2011-2025 Brasília Capital Produtora e Editora de Jornais e Revistas LTDA.