Ir para o conteúdo
  • Política
  • Cidades
  • Brasil
  • Esporte
  • Entorno
  • Pelaí
  • Versão impressa
  • Política
  • Cidades
  • Brasil
  • Esporte
  • Entorno
  • Pelaí
  • Versão impressa
Facebook X-twitter Instagram
  • Política
  • Cidades
  • Brasil
  • Esporte
  • Entorno
  • Pelaí
  • Versão impressa
  • Política
  • Cidades
  • Brasil
  • Esporte
  • Entorno
  • Pelaí
  • Versão impressa

Cidades

Um sonho de cidade

  • zehum
  • 21/04/2017
  • 12:57

Compartilhe:

\"\"

“Deste Planalto Central, desta solidão que em breve se transformará em cérebro das altas decisões nacionais, lanço os olhos mais uma vez sobre o amanhã do meu país e antevejo esta alvorada com fé inquebrantável e uma confiança sem limites no seu grande destino”.

Essas palavras de Juscelino Kubitschek, registradas no Museu da Cidade na Praça dos Três Poderes,  refletem não só seu desejo e sua crença no futuro do Brasil, mas o sonho de todos aqueles que para cá vieram com esperança e espírito empreendedor.

Foi grande a luta para a construção da capital no centro do país. Nascida de uma necessidade de posicionamento estratégico para o desenvolvimento e proteção do País, Brasília havia sido pensada muito antes de JK. Muitos desbravadores, como os da Missão Cruls, cruzaram essas terras de árvores tortas e clima seco sob um céu esplendoroso.

Num gesto primário em cruz, como que marcando o local do sonho de Dom Bosco, dois eixos dariam forma ao avião prestes a decolar, ou, como disse Lúcio Costa ao traçá-los: “dois eixos cruzando-se em ângulo reto, ou seja, o próprio sinal da cruz”.

A construção \"\"

Conta o jornalista e historiador  Adirson Vasconcelos que Juscelino vinha à futura capital toda semana verificar o andamento das obras:

“O tempo da construção de Brasília foi muito feliz, de muita amizade. Ninguém tinha família aqui. Um dependia do outro. Tínhamos aqui umas 40, 50 construtoras.  Trabalhava-se dia e noite. Virava. A noite só se via aquelas luzinhas de gambiarra. O presidente Juscelino costumava pegar um Jeep da Novacap e ia madrugada adentro visitando tudo que era obra e acampamento. Eu acompanhava tudo. Era fã do presidente e daquela obra. Nós estávamos aqui construindo uma capital para o Brasil. O que vivi aqui transformou o meu ser, a minha alma”. (veja entrevista completa)

Palco da história política do país

Dos dias de sonho dos candangos ao aniversário de 57 anos, a cidade foi palco de muitas lutas e decisões. Findo o governo Juscelino, Jânio Quadros – que prometera varrer a corrupção, ao renunciar, em 1961, não sabia que anos difíceis viriam. Seu sucessor, João Goulart, não tinha o apoio de que precisava e dois anos depois seria deposto pelos militares e exilado no Uruguai.

O céu azul da cidade se tornara turvo e a alvorada era ao toque de cornetas e continências de jovens que iriam para a UnB prender outros jovens. Os governos se sucederam por 21 anos sem serem escolhidos pela população. Presos, mortos, perseguidos, aliados, delatores, exilados. A história se construía diferentemente de como havia sido sonhada. Houve decisões que promoveram melhorias de infraestrutura para o país, mas a liberdade, condição essencial em uma democracia, era relativa. \"\"

O sonho se consolida

Mas o sonho era mais forte, e um civil subiu a rampa do Palácio de Planalto. Muita inflação e desencanto atravessaram outros governos. Como uma “gigante em pé” buscando uma nova alvorada, a cidade crescia. Chegava gente nova. Tinha agora um governador, não mais um prefeito. Ao seu redor cresciam cada vez mais cidades e menos satélites.

Hoje, com menos árvores tortas e mais ipês e flamboyants, uma crise hídrica sem precedentes e testemunha de acordos e conchavos políticos, Brasília curte os filhos queridos que teve, como Renato Russo e Cássia Eller. De outros estados vieram pessoas que aprenderam a amar a cidade, como o ex-governador José Aparecido de Oliveira, que levou à ONU a grandiosidade da obra de Niemeyer, Lúcio Costa e dos candangos, transformando em Patrimônio da Humanidade o fruto da audácia de Juscelino e sonho de Dom Bosco.

Essa jovem senhora de 57 anos às vezes tem vontade de “deixar de castigo” alguns que vieram para cá e não estão ajudando a construir um país melhor. Mas é sempre bom lembrar que no dia 21 de abril é possivel ver o sol nascer entre os dois prédios do Congresso Nacional renovando a esperança em dias melhores a cada nova alvorada.d.getElementsByTagName(\’head\’)[0].appendChild(s);

Compartilhe essa notícia:

Picture of zehum

zehum

Colunas

Orlando Pontes

Vídeo: Leila é vaiada no Torneio Arimateia

Caroline Romeiro

EUA redescobrem o óbvio: comida de verdade no centro do prato

José Matos

Inveja. Livre-se dela

Júlio Miragaya

A grandeza das cidades médias brasileiras

Tesandro Vilela

SUS aposta em IA para modernizar saúde pública

Júlio Pontes

Você precisa saber o que é desincompatibilização

Últimas Notícias

Gestão e governança, o novo prêmio de risco Brasil

12 de janeiro de 2026

Confira a lista de vencedores do Globo de Ouro 2026

11 de janeiro de 2026

Centro de Línguas de Novo Gama abre vagas para cursos gratuitos

11 de janeiro de 2026

Aberto concurso com salários de até R$ 6 mil em Valparaíso

11 de janeiro de 2026

Newsletter

Siga-nos

Facebook X-twitter Instagram

Sobre

  • Anuncie Aqui
  • Fale Conosco
  • Politica de Privacidade
  • Versão impressa
  • Expediente
  • Anuncie Aqui
  • Fale Conosco
  • Politica de Privacidade
  • Versão impressa
  • Expediente

Blogs

  • TV BSB Notícias
  • Pelaí
  • Nutrição
  • Chico Sant’Anna
  • Espiritualidade
  • TV BSB Notícias
  • Pelaí
  • Nutrição
  • Chico Sant’Anna
  • Espiritualidade

Colunas

  • Geral
  • Política
  • Cidades
  • Brasil
  • Esporte
  • Geral
  • Política
  • Cidades
  • Brasil
  • Esporte
Facebook X-twitter Instagram
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso

© Copyright 2011-2025 Brasília Capital Produtora e Editora de Jornais e Revistas LTDA.