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Um plástico ecologicamente correto

  • Caroline Romeiro
  • 30/01/2025
  • 17:00

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Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) anunciaram, no último dia 14 de janeiro, um avanço promissor na área de embalagens sustentáveis. O projeto, que busca reduzir os impactos ambientais causados pelo descarte inadequado de polímeros sintéticos, oferece uma alternativa mais ecológica e eficiente.

Utilizando matérias-primas naturais, como linhaça e chia, a equipe desenvolveu um bioplástico biodegradável, com potencial para substituir os plásticos convencionais amplamente utilizados na indústria. A inovação se baseia no uso de compostos presentes nas sementes de linhaça e chia, que possuem propriedades estruturais e de resistência semelhantes às dos plásticos tradicionais. 

Segundo os pesquisadores, o novo material pode ser utilizado em diversas aplicações, desde embalagens alimentícias até produtos descartáveis. Além disso, por ser biodegradável, sua decomposição ocorre de forma natural, reduzindo significativamente o acúmulo de resíduos no meio ambiente.

A crescente preocupação com a poluição plástica tem impulsionado estudos sobre materiais alternativos, e o bioplástico desenvolvido pela UFRJ surge como uma resposta inovadora e acessível. 

Referência mundial – Atualmente, plásticos convencionais podem levar séculos para se decompor, enquanto os novos biopolímeros podem desaparecer em questão de meses, dependendo das condições ambientais. Essa tecnologia pode impactar positivamente setores como o de alimentos e cosméticos, que buscam soluções mais sustentáveis para suas embalagens.

O projeto ainda está em fase de testes, mas os pesquisadores acreditam que a viabilidade comercial do bioplástico poderá ser alcançada em breve. Com apoio de investimentos e políticas públicas voltadas para a inovação sustentável, o Brasil pode se tornar referência mundial na produção de materiais biodegradáveis, contribuindo diretamente para a preservação do meio ambiente e a redução da dependência de plásticos derivados do petróleo.

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Caroline Romeiro

(*) Ex-presidente do CRN 1ª Região, Mestre em Nutrição Humana e doutoranda em Ciências da Saúde

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