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Cidades

Um paraquedista em Taguatinga

  • Walberto Maciel
  • 25/06/2024
  • 15:40

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Foto: Antônio Sabino

Todos os dias, Magno Santos vai à Galeria Central, em Taguatinga Centro. Sempre bem vestido, de terno, camisa social, chapéu combinando com os sapatos e, às vezes, colete. É o eterno paraquedista. “Não existe ex-paraquedista. Somos sempre paraquedistas”, afirma, em suas conversas com as pessoas que frequentam ou simplesmente passam pelo local.

Ele chegou em Brasília em 1958, vindo do Rio de Janeiro, e mora em Taguatinga desde 1966. Magno se orgulha de ter visto as duas cidades crescendo e se desenvolvendo. “Logo quando cheguei, fazia de tudo. Eu era o que, naquela época, chamavam de “estafeta”. Ajudava nos escritórios da cidade, ia para os cartórios. Conhecia tudo”. 

Era um tempo em que tudo e todos estavam começando. “Trabalhei com João Calmon, Eri Varella e tantos outros”, recorda-se o militar da reserva, que no dia 15 de julho completa 82 anos.  

Ele tem 21 filhos, 10 homens e 11 mulheres, espalhados pelo Distrito Federal e pelo Brasil. O número de netos não sabe precisar. “Eu nunca tive filho nenhum. Quem teve foram as mulheres”, brinca, abrindo o largo sorriso. Magno acredita que esse espírito brincalhão e sua profunda fé em Deus explicam sua longevidade. 

Brasil de ponta a ponta

Recorda-se de muita coisa do tempo em que esteve no Exército – saltos de mais de 5 mil pés de altura e uma caminhada que fez em uma missão militar de reconhecimento do Rio de Janeiro a Brasília. “Viemos andando. Parávamos para jantar, dormir, tomar café e almoçar. Não tinha uma estrada definida ainda, e viemos desbravando”. 

Nessa época, viajou para o Vietnã, esteve em Gaza e em Israel. Também foi à África do Sul. E conheceu o Brasil de ponta a ponta. Feliz com a vida e aguardando a pensão militar ser oficializada, Magno, sempre que pode, ajuda os comerciantes da galeria. “Alguém tem boleto aí. Aproveitem que estou indo ao banco”, anuncia do alto de sua estatura de mais de 1,80m.

Dos dias atuais, a única coisa que acha ruim é a falta de educação, de atenção dos jovens e o excesso de tecnologia. “Eles não levam a gente a sério. Muitas vezes nem nos enxergam! Não escutam o que falamos. Então, o que posso fazer por eles é orar e pedir a Deus para que não cometam erros”. Quanto à tecnologia, ele considera tudo um exagero. 

Baiano carioca

Natural de Ilhéus (BA), Magno morou um período da sua vida no Rio de Janeiro, onde entregou seu coração ao samba, nos ensaios da Mangueira. “Sou compositor e tenho algumas letras de samba guardadas, uma delas chama-se Exaltação a Brasília, na qual falo do Núcleo
Bandeirante, de Taguatinga, do Paranoá e de outros pontos da cidade.

Tem saudade da caixa d’água de Taguatinga, que era um ponto de encontro dos moradores, das festas do clube Primavera, e dos primeiros bares onde a juventude se encontrava e que hoje não existem mais. E quando algum jovem lhe dá ouvidos, manda o recado: “Tenha juízo. Tente sempre fazer o certo”.

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