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Geral, Justiça, Política

Toc, toc, toc: é a PF!

  • Redação
  • 08/02/2024
  • 15:38

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Integrantes da alta cúpula do governo Bolsonaro, incluindo o ex-presidente da República, foram alvo da Operação Tempus Veritatis (a hora da verdade), deflagrada na quinta-feira (8), pela Polícia Federal. Foram cumpridos 33 mandados de busca e apreensão e cinco prisões – uma delas em flagrante, do presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, por porte ilegal de arma.

A investigação aponta para a existência de uma suposta organização criminosa que teria atuado na tentativa de golpe de Estado. Por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, também foram adotadas 48 medidas cautelares, como a proibição de manter contato com outros investigados, a apreensão de passaportes, incluindo o de Bolsonaro, que agora pode ostentar mais um título: “infugível”.

Entre os nomes que passam por pente-fino das autoridades estão os generais Augusto Heleno (ex-chefe do GSI), Braga Netto (ex-ministro da Casa Civil) e Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa). Moraes emitiu mandados de prisão contra o ex-assessor especial de Bolsonaro, Felipe Martins, o coronel Bernardo Romão Correa Neto, o coronel da reserva Marcelo Costa Câmara e o major Rafael Martins de Oliveira.

Valdemar Costa Neto, inicialmente, seria alvo apenas de um mandado de busca de apreensão, mas acabou detido, em casa, por porte ilegal de arma de fogo. As medidas judiciais de Moraes se basearam na delação do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, tenente-coronel Mauro Cid.

Diante da notícia, o presidente Lula afirmou esperar que o rigor da lei seja aplicado contra aqueles que atacaram a democracia na tentativa de golpe em 8 de janeiro de 2023, quando milhares de apoiadores do ex-presidente invadiram e destruíram os palácios dos três Poderes, em Brasília.

“É muito difícil um presidente da República comentar sobre uma operação da Polícia Federal que ocorre em segredo de Justiça. Espero que não ocorra nenhum excesso e seja aplicado o rigor da lei. Sabemos dos ataques à democracia. Precisamos saber quem financiou os acampamentos. Vamos esperar as investigações”, afirmou o petista.

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