O mercado de emissão bancária na plataforma da XP está oferecendo, nesta sexta-feira, dia 27 de março de 2026, opções interessantes para investidores. Os CDBs, por exemplo, têm taxas prefixadas que podem chegar até 15,010% ao ano com vencimento em 12 meses. Para quem está de olho em títulos de inflação, as taxas estão em torno de IPCA + 8,640% para prazos superiores a um ano, enquanto os pós-fixados oferecem até 106% do CDI com vencimento em mais de 12 meses.
As LCAs, por sua vez, apresentam taxas prefixadas que atingem 12,250% em prazos de mais de um ano. Já as que são atreladas ao IPCA pagam até IPCA + 5,670% em 12 meses, e as pós-fixadas podem chegar a 85,5% do CDI em um ano. Em relação às LCIs, as pós-fixadas estão pagando até 100% do CDI em um período de 12 meses.
É importante mencionar que as taxas dos juros futuros encerraram a sessão de quinta-feira, 26 de março, com uma alta significativa. Essa elevação foi impulsionada por uma combinação de fatores, como a inflação que superou as expectativas no Brasil e a continuidade das incertezas no cenário internacional. A guerra no Oriente Médio, por exemplo, está colocando pressão sobre os preços do petróleo.
Ao final da sessão, o DI para janeiro de 2028 registrou um aumento de 32 pontos-base, alcançando 14,115%. Da mesma forma, o DI para janeiro de 2035 subiu 16 pontos-base, indo para 14,155%. Observou-se um movimento mais acentuado na ponta curta da curva, refletindo uma nova avaliação das expectativas em torno da política monetária.
A principal pressão, nesse cenário, veio do IPCA-15 de março, que foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e ficou acima das projeções do mercado. Mesmo com uma composição menos preocupante, esse dado aumentou a cautela dos investidores em um ambiente ainda marcado pela inflação.
Além disso, as condições externas permanecem desafiadoras. A guerra no Oriente Médio continua sem uma solução clara, e a alta do petróleo, que está em torno de US$ 107 o barril, reacendeu os temores sobre a contaminação inflacionária em escala global, o que também afeta os rendimentos dos Treasuries.
Nesse contexto, a curva de juros mais curta liderou as altas, refletindo uma diminuição nas apostas por cortes mais agressivos na taxa Selic e um aumento na probabilidade de um movimento mais moderado pelo Comitê de Política Monetária. Já na ponta longa, a alta foi mais contida, acompanhando o aumento dos prêmios de risco e o cenário externo complicado.
A comunicação do Banco Central reforçou essa situação. A autoridade destacou a maior incerteza que se aproxima, especialmente em relação ao impacto do petróleo sobre a inflação, o que levou o mercado a consolidar a expectativa de um corte de apenas 25 pontos-base na próxima reunião. Isso está bem abaixo do que era esperado antes da escalada do conflito.