Suicide girls: conheça o nu fora do padrão

BSB Capital 29/06/2017 às 15:57, Atualizado em 18/09/2017 às 21:12

Estilo exótico de nu artístico conta com mais de duas mil modelos de todos os cantos do mundo e já tem seis milhões de seguidores

“Me identifiquei por este estilo porque me identifico com a não padronização da beleza”, afirma a modelo e fotógrafa Einnis. Foto: Arquivo pessoal

Por Anderson Miranda e Gustavo Mamede, do ArteFato

Na contramão do modelo tradicional de fotos nuas encabeçado por grandes veículos como a revista Playboy, o site Suicide Girls propõe mostrar mulheres diferentes e aguçar a sexualidade no exótico. A página foi fundada em 2011 com a proposta de valorizar aquilo que é diferente. Atualmente conta com mais de seis milhões de seguidores no Instagram.

Cabelos coloridos, pêlos, piercings e tatuagens são mais valorizados do que maquiagem pesada e cirurgias plásticas. Há espaço, ainda, para as mais magras, gordinhas, com seios fartos, não malhadas e também as pouco adeptas aos esportes.  “O que algumas pessoas consideram estranho ou diferente é o que nos fazem belas”, descreve a página da SG no Facebook.

A modelo e fotógrafa portuguesa Einnis é uma das Suicide Girls mais famosas do momento. Aos 22 anos, mantém seu perfil no Instagram (@sinnieh) com mais de 46 mil seguidores, entre eles, vários brasileiros. “Eu me identifiquei por este estilo porque me identifico com a não padronização da beleza”, sintetiza ao falar sobre o estilo. “Suicide Girls é um site que valoriza a beleza natural das mulheres, sem photoshop ou intervenções cirúrgicas para agradar os padrões estéticos tradicionais”, explica.

Assim,  com 26 piercings e19 tatuagens espalhadas pelo corpo, Einnis está no site há cinco anos e é modelo por profissão. Por outro lado, reconhece que as novatas sofrem com os baixos cachês e a falta de compreensão do trabalho que fazem. Daí a determinação dela de fotografar as aspirantes a modelo. A portuguesa conta que as meninas costumam ter um estilo arrojado, mas sem fugir ao padrão das demais jovens. “Grande parte das suicide girls tem uma vida completamente normal”, garante.

Rede social – Ao todo, o SG tem mais mais de mil modelos, um livro publicado, um DVD e uma linha de roupas. No portal há uma rede social com grupos, chats e blogs, nos quais os visitantes fazem postagens e visualizam os ensaios das modelos – chamados de sets. Existem duas formas de participação: como modelo ou membro da comunidade. Como modelo, a candidata precisa enviar seus sets para o site. Para ser membro, o interessado paga uma mensalidade de U$$ 12,00 por mês – cerca de R$ 37,50.

As fotos não precisam ter nudez, porém, tem de mostrar estilo e personalidade. Depois de enviadas as fotografias, a coordenação do site responde se aceita ou não o material da modelo. A partir do número de curtidas e comentários positivos é decidido se a modelo se tornará uma suicide girl. Caso seja selecionada, o portal oferece um espaço destinado ela. É necessário ainda encaminhar documentação em que comprova ter acima 18 anos.

Experiência – Vitoria Grunwald, 25 anos, mora em São Paulo e conhece o site há mais de oito anos, desde a época do Orkut. Ela conta que acompanhava as notícias de uma das modelos, uma das principais referências de um estilo que ela se identifica e tinha modelos parecidas com as suicides, o Scene Kid. “Sempre quis fazer parte do site, mas era menor de idade, então, não pude na época. Mais tarde, voltei a ter contato com algumas modelos, e então, tentei entrar no site como modelo. Foi o meu primeiro contato”.

Segundo Vitoria, os assinantes são bem respeitosos em sua maioria. Ela relata que existem vários grupos e comunidades de pessoas que se conheceram no site com interesses em comum das coisas mais variadas, o que faz com que as pessoas interagissem sobre vários assuntos. “Conheci pessoas incríveis por causa do site, pessoas do mundo inteiro! Com certeza me trouxe muitas amizades”, completa.

Como participar – Para visualizar as fotografias, os visitantes têm que se tornar membros do site. O valor da mensalidade é de US$ 12,00 por mês – aproximadamente US$ 37,50 – ou R$ 48,00 anuais – cerca de R$ 150,72. No portal, há uma rede social com grupos, chats e blogs, nos quais os visitantes fazem postagens e visualizam os ensaios das modelos – chamados de sets. Existem duas formas de participação: como modelo ou membro da comunidade.} else {

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