Maria Carla, do Sinpro-DF
O Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF) convoca professores (as) e orientadores (as) educacionais da rede pública de ensino para a Marcha da Classe Trabalhadora, na quarta-feira (15), com paralisação nas escolas. Com o tema “Educação pública, presente! Mais respeito e valorização para quem educa o Brasil”, a concentração ocorrerá a partir das 8h, no Teatro Nacional.
A atividade conta com a participação de entidades da educação de todo o país, da CUT e de diversas centrais sindicais, e integra a jornada nacional de lutas em defesa de direitos e valorização dos trabalhadores e trabalhadoras do serviço público e da iniciativa privada.
A participação da categoria é fundamental. Defender a educação pública é defender o futuro do país. A marcha trará para o DF a agenda unificada da classe trabalhadora, construída pelas centrais sindicais, com reivindicações dos setores público e privado, como redução da jornada para 40 horas semanais, fim da escala 6×1, a regulamentação do trabalho por aplicativos e fortalecimento da negociação coletiva no serviço público.
Está prevista a entrega da Agenda da Classe Trabalhadora, com essas e outras pautas, ao governo federal e ao Congresso Nacional, para reforçar a pressão popular por avanços concretos.
PAUTA – No campo do serviço público, a mobilização denuncia o desmonte do Regime Jurídico Único (RJU), que abre caminho para a substituição de vínculos estatutários por contratações celetistas, além de permitir a criação de subsidiárias privadas por autarquias e fundações, fragmentando carreiras e enfraquecendo a estabilidade.
Outro ponto central é a denúncia da privatização disfarçada, com a ampliação de parcerias público-privadas e o uso de organizações da sociedade civil, transferindo recursos públicos e a execução de políticas essenciais para o setor privado.
A pauta também alerta para o risco de perseguição a servidores públicos, por meio de mecanismos de avaliação e monitoramento que podem ser utilizados como instrumentos de pressão e punição política.
Soma-se a isso a defesa da regulamentação da Convenção 151 da OIT, que garante o direito à negociação coletiva e à greve no serviço público — medida considerada urgente para estabelecer regras democráticas nas relações de trabalho no Estado brasileiro.
A marcha se posiciona ainda contra o aprofundamento da precarização e da privatização dos serviços públicos, incluindo o enfrentamento ao Decreto-Lei 200/67 e a rejeição à chamada “Lei Geral da Gestão Pública”, vista pelas entidades sindicais como uma reforma administrativa que pode ampliar o desmonte do Estado e comprometer direitos históricos dos(as) servidores(as).
É hora de fortalecer a unidade da categoria, ocupar as ruas e lutar por valorização, direitos e respeito!
Mobilize sua escola. Vamos juntos e juntas à luta!
Participe!