Senado “congela” painel para viabilizar sessão

bsbcapitalPor ,25/06/2015 às 9:24, Atualizado em 25/06/2015 às 9:24

Em manobra para forjar quórum hoje, devido à quantidade de parlamentares que viajaram para o são-joão, a Casa vai usar a presença verificada na terça   Os senadores que foram para os estados nordestinos por conta dos festejos juninos — e aqueles que aproveitaram para não comparecer ao Congresso alegando outros motivos — não receberão …

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O painel do Senado registrava, ontem, o mesmo quórum de terça: a Casa não apresentou justificativa

Em manobra para forjar quórum hoje, devido à quantidade de parlamentares que viajaram para o são-joão, a Casa vai usar a presença verificada na terça

 

Os senadores que foram para os estados nordestinos por conta dos festejos juninos — e aqueles que aproveitaram para não comparecer ao Congresso alegando outros motivos — não receberão falta, mesmo estando fora de Brasília ao longo de toda a semana. Por uma decisão tomada após a reunião de líderes de terça-feira, o painel da Casa foi congelado, com o quórum de 68 senadores verificados há dois dias, e que valerá para assegurar a abertura dos trabalhos de hoje.

O episódio lembra o da Câmara, onde, em vez de congelar o painel, o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), resolveu abonar a falta dos parlamentares ausentes, conforme noticiado pelo Correio ontem. Isso significa, na ponta do lápis, que os 151 deputados que foram para os estados alegando a participação nas festas regionais deixarão de ter descontados até R$ 120 mil em seus salários. O líder do PSol na Câmara, Chico Alencar (RJ), foi irônico ao questionar se os colegas gaúchos também seriam abonados na semana da Farroupilha.

A manobra no Senado foi denunciada, em plenário, pelo senador Reguffe (PDT-DF), que não faltou a nenhuma sessão da Casa desde que tomou posse, em fevereiro deste ano. “Isso é um absurdo, não ocorreu em nenhum momento desde que cheguei aqui”, revoltou-se o parlamentar. “Não é uma atitude ética”, completou. Para o pedetista, não há nada que justifique a decisão do comando do Senado. “A população quer que os parlamentares estejam no plenário votando sim ou não nos projetos de interesse para o país, de acordo com as suas consciências”, cobrou Reguffe.

Acordos internacionais

Assessores do Senado afirmaram, extraoficialmente, que a medida teria como objetivo assegurar quórum na sessão de hoje, para a votação de acordos bilaterais entre o Brasil e os Estados Unidos. A presidente Dilma Rousseff viajará no domingo para se encontrar com o presidente Barack Obama e hoje é o último dia para a análise dos acordos.

Para que a sessão ordinária seja iniciada, é necessária a presença de 41 senadores. Para a votação dos acordos, no entanto, basta a maioria simples dos presentes em plenário, a não ser que alguns dos senadores peça verificação de quórum, o que derrubaria a sessão.

O Correio pediu ao Senado explicações sobre a manobra que congelou o painel da Casa. No entanto, até o fechamento desta edição, a instituição não havia respondido à solicitação.

“Isso é um absurdo. Não é uma atitude ética. A população quer que os parlamentares estejam no plenário votando os projetos de interesse para o país”

Reguffe (PDT-DF), senador

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