Saudosismo explícito

bsbcapitalPor ,28/06/2015 às 11:23, Atualizado em 28/06/2015 às 11:23

Depois daquele banho histórico de 7 a 1 contra a Alemanha, na Copa de 2014, somado à recente pífia atuação dos 2 a 1 contra a fracota Venezuela, e, principalmente, à derrota de 1 a 0 diante da Colômbia, ocasião em que o nosso reizinho Neymar protagonizou uma série de agressões de menino mimado e …

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Depois daquele banho histórico de 7 a 1 contra a Alemanha, na Copa de 2014, somado à recente pífia atuação dos 2 a 1 contra a fracota Venezuela, e, principalmente, à derrota de 1 a 0 diante da Colômbia, ocasião em que o nosso reizinho Neymar protagonizou uma série de agressões de menino mimado e foi punido com a expulsão da Copa América, não resta mais a menor dúvida de que a camisa verde-amarela, pentacampeã mundial, já era: agonizou e foi enterrada no Campo Santo da Saudade, já há algum tempo. Acredito que nem mesmo um milagre poderá ressuscitá-la, até mesmo porque o Papa Francisco é argentino.

Como acompanho futebol desde a década de 40, testemunhei de perto a exibição de inesquecíveis craques de fato e de direito. Apesar de mais de 70 anos de tempo cronológico, alguns desses ídolos ainda transitam na minha memória: Leônidas, o inventor da bicicleta (e não o Pelé, como afirmam os desinformados); Domingos da Guia, o zagueiro que até os hermanos chamavam de Mestre; Zizinho, o melhor meia-direita que vi jogar em toda a minha vida; Nilton Santos, a enciclopédia dos gramados; e um gênio desengonçado chamado Garrincha, que, na minha opinião é realmente o nosso legítimo Rei, rebaixando Pelé para vice. E muitos outros que encheriam este canto de página.

De geração mais recente, convém lembrar a seleção de 1982, que tinha como referência o patrimônio cívico-moral ainda vivo: Zico. E eis o rol desse esquadrão: Valdir Peres, Leandro, Oscar, Edinho, Falcão, Júnior, Toninho Cerejo, Sócrates, Serginho, Eder e o citado Zico. Dito isto, faço um perguntinha aos prezados leitores: qual a diferença desse escrete para o grupo do Dunga? Respondo por antecipação. O time atual tem como craque autêntico apenas o Neymar. E no selecionado de 1982, todos os 11 eram craques de verdade! Repito o que aparenta ser impossível: sim, 11 craques num só time!

Resumindo: diante da comparação, o atual futebol pátrio morreu ou não morreu?

Enquanto permaneço curtindo minha frustração, à guisa de réquiem, faço o fervoroso pedido ao anjo de pernas tortas Garrincha: que interfira aí no Céu em favor do futebol do Brasil, junto a qualquer um dos 20 padroeiros dos clubes nacionais, mas de preferência Nossa Senhora da Conceição, que é a protetora do nosso Botafogo -, Amém!

 


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