Saudosismo ao relembrar Frank Sinatra

mmPor ,25/10/2015 às 19:01, Atualizado em 25/10/2015 às 19:01

Durante temporada jornalística em New York na década de 1960, tentei entrevistar Sinatra, que me esnobou sem qualquer explicação pela recusa, aliás como sempre reagia com os repórteres norte-americanos. Essa falta de educação explícita, provavelmente, era fruto do ambiente familiar. Nascido em Hoboken, em New Jersey, cidadezinha próxima à Manhattan, era filho do siciliano Antonino …

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Durante temporada jornalística em New York na década de 1960, tentei entrevistar Sinatra, que me esnobou sem qualquer explicação pela recusa, aliás como sempre reagia com os repórteres norte-americanos. Essa falta de educação explícita, provavelmente, era fruto do ambiente familiar. Nascido em Hoboken, em New Jersey, cidadezinha próxima à Manhattan, era filho do siciliano Antonino Martino Sinatra, analfabeto e boxeador profissional, que imigrara para os Estados Unidos em 1903.

Apesar de magrelo e não ter o sex-appeal de seu amigo de boemia John Fitzerald Kennedy, Francis Albert “Frank” Sinatra chamava a atenção feminina obviamente pela fama, casando quatro vezes com mulheres bonitas, entre as quais a escultural estrela de Hollywood Ava Gardner, por quem tentou suicídio num lance de ciúme. Além do quarteto matrimonial, conquistou amantes famosas, como Marlene Dietrich, Lana Turner, Lauren Bacall e Marilyn Monroe.

Mito na história da música e considerado como o maior cantor do século XX, FS também demonstrou talento como protagonista cinematográfico ao ganhar o Oscar de melhor ator coadjuvante no filme “A Um Passo da Eternidade”, em 1954. Aos 20 anos de idade, a voz do jovem ítalo-americano começou a ser ouvida numa rádio novaiorquina, quase logo em seguida desbancando o então ídolo Bing Crosby.

Daí em diante, sua ascensão foi meteórica, passando a ser chamado The Voice, graças ao peculiar timbre vocal de barítono. Embora boêmio e beberrão, atingiu a longevidade até os 83 anos, quando faleceu em Los Angeles. E mesmo gorduchinho e careca, continuava fazendo sucesso, a exemplo do show no Rio de Janeiro, em 1980, para cerca de 150 mil pessoas, lotando o estádio do Maracanã. Ao ouvi-lo, esgotei a reserva de minhas lágrimas, quando interpretou My Way (tradução literal: Do Meu Jeito).

Relembrando hoje, 35 anos depois, compreendo porque chorei. A tradução da letra da primeira estrofe de My Way confere com o roteiro de minha vida: “E agora o fim está próximo / E portanto encaro o desafio final / Meu amigo, direi claramente / Irei expor o meu caso do qual estou certo / Eu tenho vivido uma vida completa / Viajei por cada e todas as rodovias / E mais, muito mais do que isso / Eu o fiz do meu jeito…”

E não se trata de mera coincidência!

 


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Parabéns, Juscelino – onde estiver!


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