O presidente Lula trocou, na terça-feira (25), o comando do Ministério da Saúde. Nísia Trindade, que estava no cargo desde janeiro de 2023, foi substituída por Alexandre Padilha. A falta de traquejo político, a reclamação de parlamentares pela demora na liberação de emendas via Fundo Nacional da Saúde pesaram na decisão.
No mesmo dia em que foi anunciado, o novo ministro deixou claro que o principal desafio é fortalecer o SUS, “com atenção especial para a redução do tempo de espera de quem busca cuidado na rede de saúde”. “Esse é o comando que recebi do presidente Lula e ao qual vou me dedicar integralmente”, escreveu nas redes sociais.

Padilha é médico infectologista formado pela Universidade de São Paulo (USP), com doutorado em Saúde Pública pela Unicamp, de Campinas. Deputado federal reeleito pelo PT-SP, está licenciado para compor a equipe ministerial do governo. Na gestão Dilma Rousseff (2011-2014), foi o ministro da Saúde responsável por implementar o programa Mais Médicos.
Ex-ministra anunciou vacina contra a dengue
Poucas horas antes de ser exonerada, a agora ex-ministra anunciou, ao lado de Lula, o acordo para produção em larga escala da primeira vacina 100% nacional e de dose única contra a dengue.
Segundo ela, a partir de 2026, serão disponibilizadas 60 milhões de doses anuais, com possibilidade de ampliação do quantitativo conforme a demanda e a capacidade produtiva. O objetivo é atender a população elegível pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) em 2026 e 2027.
Durante o evento “SUS como alavanca da inovação e produção em saúde”, no Palácio do Planalto, também foram anunciados outros três projetos de parcerias público-privadas, fundamentais para assegurar o acesso da população a novas tecnologias de saúde.
Na gestão de Nísia Trindade, o governo federal fortaleceu a indústria nacional para dar autonomia ao Brasil e buscar novas soluções para o Sistema Único de Saúde (SUS), além de acompanhar pesquisas e avanços tecnológicos relacionados a vacinas e insumos estratégicos em saúde. Alexandre Padilha se compromete a também dar sequência a essa política.