Sobre Sacos e Tapetes

bsbcapitalPor ,06/06/2013 às 11:40, Atualizado em 06/06/2013 às 11:40

Sacos e tapetes não foram feitos para serem puxados. Mas isso tem sido cada vez mais frequente no mundo corporativo. E uma puxada invariavelmente vem acompanhada da outra. Obviamente, isso sempre houve, e sempre haverá. No entanto, as organizações devem se blindar contra esse tipo de prática que, devagar, mas de forma devastadora, mina quase …

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Sacos e tapetes não foram feitos para serem puxados. Mas isso tem sido cada vez mais frequente no mundo corporativo. E uma puxada invariavelmente vem acompanhada da outra.

Obviamente, isso sempre houve, e sempre haverá. No entanto, as organizações devem se blindar contra esse tipo de prática que, devagar, mas de forma devastadora, mina quase que  irreversivelmente a autoestima, a motivação, o sentimento de justiça e o vínculo entre CPF e CNPJ, contaminando a todos, exceto uma pequena minoria beneficiada.

Muitas vezes, o excesso de problemas faz com que o administrador, até sem perceber, busque se cercar daqueles que só lhe trazem boas notícias, mesmo que lá fora o mundo esteja desmoronando. É a confirmação do antigo ditado, “a ignorância é o segredo da felicidade”.

Na realidade, temos dois tipos de otimistas. Aquele que desconhece o problema e outro, ainda pior, que o mascara, de forma a mostrar um mundo cor-de-rosa para o chefe. Os dois tipos são tão ou mais danosos para a organização quanto o seu oposto: o “nuvem-negra”, aquele que só vê o lado negativo, que só aponta problemas (problemas, aliás, que sempre estão no outro, nunca nele próprio).

Os três, na prática, nada fazem de útil para a empresa. O segundo, porém, é maquiavélico, está sempre conspirando. Em grupos de trabalho, frequentemente exalta a participação daquele cara inexpressivo, que não constitui uma ameaça à sua busca incessante de autopromoção.

Qual seria a postura ideal? A resposta é óbvia, embora muitos prefiram não enxergar. Não esconda os problemas. Exponha-os, mas também aponte a solução. E seja parte dela! O que mais se vê por aí é: “eu estou fazendo o meu, já fulano…”.

Cada vez mais, o corre-corre, o foco no curto prazo, na entrega, no operacional, ou aspectos externos, políticos, ou ainda por pura e simples miopia, tem feito com que a alta cúpula das empresas negligencie a sucessão de seus líderes.

E abra mão de algo fundamental: o pensar e o agir estratégico.

Mais tarde a empresa paga a conta. E caro.

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