Ir para o conteúdo
  • Política
  • Cidades
  • Brasil
  • Esporte
  • Entorno
  • Pelaí
  • Versão impressa
  • Política
  • Cidades
  • Brasil
  • Esporte
  • Entorno
  • Pelaí
  • Versão impressa
Facebook X-twitter Instagram
  • Política
  • Cidades
  • Brasil
  • Esporte
  • Entorno
  • Pelaí
  • Versão impressa
  • Política
  • Cidades
  • Brasil
  • Esporte
  • Entorno
  • Pelaí
  • Versão impressa

Sem categoria

Conheça melhor o deputado Lira: o retirante das águas

  • Orlando Pontes
  • 23/11/2015
  • 23:26

Compartilhe:

\"IMG_9686-Editar\"

Lira, antes de ser deputado, fugiu de inundação no Nordeste e salvou São Sebastião de virar represa do rio São Bartolomeu

Indice
Patricinha sem palcoExoneração e lágrimasRollemberg pede desculpas

A esmagadora maioria dos nordestinos que abandona seu torrão natal o faz para fugir da seca medonha que historicamente castiga aquela parte do território nacional. Mas, como se sabe, para toda regra existem exceções. Este é o caso do potiguar Ivonildo Antônio Lira de Medeiros da Silva, ou simplesmente, Deputado Lira.

Em 1979, antes de completar 18 anos de idade cronológica, Lira tornou-se mais um número na incontável estatística de nordestinos que vieram para Brasília em busca de vida melhor. Ao contrário de seus conterrâneos, entretanto, o que o expulsou da pequena São Rafael (RN), a 380 quilômetros de Natal, não foi a seca, mas, sim, o excesso de água.

Naquele ano, o rio Piranhas foi represado e as águas da barragem inundaram a maior parte do município. O governo estadual pagou uma indenização para os moradores reconstruírem suas casas em outra área. Mas Lira preferiu aproveitar a mudança para deixar tudo para trás e pegar o rumo da Capital da Esperança, que era como aprendera a enxergar Brasília no Mapa do Brasil, nas aulas de Geografia que assistia na escola pública que frequentava.

Chegou aqui apenas com a cara, a coragem, uma surrada mala de couro com meia-dúzia de peças de roupas e alguns caraminguás no bolso. Dinheiro suficiente apenas para pagar os primeiros dias da pensão onde se hospedou na W-3 Sul, uma média no café da manhã e um PF (prato feito) no almoço e no jantar. E foi à luta. Logo arrumou emprego e começou a estudar. Namorou com Ana Sílvia e casou-se em 1986.

 

A segunda inundação

Diz a lenda que o raio não cai duas vezes no mesmo lugar – o que, cientificamente, já foi desmentido. E quis o destino que Lira estivesse, pela segunda vez, numa terra condenada a ser coberta pelas águas de uma barragem. Ao mudar-se para a então Agrovila São Sebastião, na parte Leste do Distrito Federal, deparou-se com a realidade de que a área seria tomada pela futura represa de São Bartolomeu.

\"IMG_9722\"A notícia fez transbordar os brios daquele nordestino recém-casado retirante das águas. Disposto a não sair da casinha construída com todo esmero, Lira fundou a Comissão Pró-Independência de São Sebastião. Arregaçou as mangas e, apesar de seu pouco mais de 1,70m de estatura, agigantou-se.

A vitória consolidou-se sete anos depois, quando, em 1993, o governador Joaquim Roriz publicou decreto criando a Região Administrativa XIV, fundando oficialmente a cidade de São Sebastião. E o governo, em vez de represar o rio São Bartolomeu, construiu a barragem de Corumbá IV, para as bandas de Luziânia (GO).

Àquela altura, a Agrovila que em 1986 tinha apenas 15 mil habitantes quadruplicara a população, que desde então já dobrou e chega hoje a 120 mil pessoas, incluindo o Setor Habitacional Mangueiral, sem contar os condomínios vizinhos, que pertencem à Região Administrativa do Jardim Botânico, no entorno da Escola Fazendária.

 

A terceira mensagem

Já formado em Jornalismo, Lira seguiu sua trajetória de líder comunitário, fundando um pequeno jornal para defender os interesses da sua cidade de São Sebastião. Em algumas campanhas apoiou candidatos que levantavam as bandeiras da população local. Mas em 2014 decidiu concorrer ele mesmo, e elegeu-se deputado distrital pelo nanico Partido Humanista da Solidariedade (PHS), com expressiva votação na cidade.

\"IMG_9713\"Para Lira, esta foi a terceira grande vitória de sua vida – a primeira foi vir para Brasília escapando das águas do rio Piranhas e a outra evitar que São Sebastião fosse inundada pelo São Bartolomeu. Agora ele cuida da cidade como quem zela da própria casa. É o responsável pela indicação do administrador Jean Duarte de Carvalho e acompanha diariamente os acontecimentos, procurando destinar recursos para as obras mais importantes da cidade.

Destinou R$ 500 mil das emendas parlamentares a quem tem direito para a conclusão da duplicação da pista que liga São Sebastião aos condomínios, na saída para o Lago Sul e o Plano Piloto, que teve um custo total de R$ 7,6 milhões. Na quarta-feira (18), participou da cerimônia de entrega das primeiras escrituras aos 1.500 empreendedores que receberam lotes na Área de Desenvolvimento Econômico (ADE) de São Sebastião, ao lado do governador Rodrigo Rollemberg e de outras autoridades.

Hoje Deputado Lira continua sonhando alto. Aposta que a Região Leste, onde está cravada a cidade que representa, é o novo eixo do desenvolvimento do Distrito Federal. Mesmo sem querer matar a tradição da antiga Agrovila, cuja economia era baseada na produção de pequenas olarias, fábricas de pré-moldados, artesanato, costureiras e serralherias, ele atua para criar, às margens da BR-251, que liga o DF a Unaí (MG), o que seria uma Zona Franca semelhante à existente em Manaus (AM), e ampliar para 200 mil pessoas a capacidade do Parque de Exposições, que atualmente é de 40 mil pessoas.

Leia mais notícias de Política

 

A praga

Lira não vacila em apontar a grilagem de terras como a grande praga que atinge o Distrito Federal como um todo e São Sebastião em especial. Para não comprometer o futuro do que chama de “a bola da vez do desenvolvimento do DF”, ele cobra fiscalização rigorosa por parte do governo e investimentos pesados na infraestrutura de bairros como Alphaville, Crichá, Dama, Jardins Parque Brasília, Tororó e a futura cidade Santa Prisca, que poderá abrigar até 800 mil moradores.

“O homem é um cosmo em miniatura. Como integrantes desse grande universo, precisamos cuidar cada um do espaço onde estamos inseridos”, ensina Lira, que também é um estudioso da Astronomia, a ponto de ter batizado a própria filha, que tem 17 anos, de Paloma Klerner, em homenagem a um pequeno planeta que não faz parte de nosso sistema solar. E encerra a conversa recitando um adágio nordestino: “seu eu contar a minha história para um jegue, chora ele, chora eu”.


Leia mais:


Patricinha sem palco


Exoneração e lágrimas


Rollemberg pede desculpas


Compartilhe essa notícia:

Picture of Orlando Pontes

Orlando Pontes

Colunas

Orlando Pontes

Caiado é o cara

Caroline Romeiro

Entre modismos e responsabilidade

José Matos

Umbanda: religião brasileira e cristã – II

Júlio Miragaya

O chororô da Unidos da Papuda

Tersandro Vilela

Lula defende Sul Global na regulação tecnológica

Júlio Pontes

Lula virou samba e pode pagar caro por isso?

Últimas Notícias

Águas Lindas é a 3ª no ranking de “gatos” em Goiás

22 de fevereiro de 2026

Raízes do Entorno divulga calendário de 2026

22 de fevereiro de 2026

Passarinho vai cantar

22 de fevereiro de 2026

Entre modismos e responsabilidade

22 de fevereiro de 2026

Newsletter

Siga-nos

Facebook X-twitter Instagram

Sobre

  • Anuncie Aqui
  • Fale Conosco
  • Politica de Privacidade
  • Versão impressa
  • Expediente
  • Anuncie Aqui
  • Fale Conosco
  • Politica de Privacidade
  • Versão impressa
  • Expediente

Blogs

  • TV BSB Notícias
  • Pelaí
  • Nutrição
  • Chico Sant’Anna
  • Espiritualidade
  • TV BSB Notícias
  • Pelaí
  • Nutrição
  • Chico Sant’Anna
  • Espiritualidade

Colunas

  • Geral
  • Política
  • Cidades
  • Brasil
  • Esporte
  • Geral
  • Política
  • Cidades
  • Brasil
  • Esporte
Facebook X-twitter Instagram
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso

© Copyright 2011-2026 Brasília Capital Produtora e Editora de Jornais e Revistas LTDA.