Religião e suicídio

mmPor ,09/03/2018 às 16:13, Atualizado em 09/03/2018 às 16:13

Relembrando Jesus: “No mundo tereis tribulações, mas tendes bom ânimo”

Embora o suicídio esteja virando verdadeira epidemia, a situação seria muito pior se as pessoas não tivessem religião. A religião, dando fé na continuidade da vida, faz com que muita gente atravesse suas dificuldades com bravura.

Mas não basta ter religião. É preciso conhecer seus fundamentos, praticá-los e compartilhá-los com os semelhantes. Esta é uma das diversas formas de caridade. É no contato com os mais necessitados que se desenvolve compreensão e força para se viver.

Nos momentos mais difíceis da vida, Chico Xavier ia a orfanatos, asilos, hospitais e presídios visitar os internos, dando-lhes força e se fortalecendo, sem vitimismo e sem coitadismo.

Em momentos de crise, as pessoas se fragilizam e se afligem, principalmente os mais jovens, esquecidos que tudo é cíclico, que tudo passa, e daqui a pouco as oportunidades voltam.

Há também os casos de depressão que precisam urgentemente de apoio psiquiátrico, psicológico e espiritual para que o deprimido não caia nessa tentação. Relembrando Jesus: “No mundo tereis tribulações, mas tendes bom ânimo”.

Os pais religiosos erram muito ao não levar os filhos para suas religiões. Nelas, além de interiorizarem a crença em Deus e na continuidade da vida, terão um parâmetro para continuar na religião dos pais ou encontrarem outra mais adequada.

Embora haja suicídio também entre religiosos, isso só  acontece quando o religioso não a interiorizou. Apenas viveu a religião superficialmente, de fachada. Não resolveu seus conflitos transcendentais.

Um religioso de verdade não comete suicídio porque sabe que a vida tem sentido. Você não nasceu por acaso. Você nasceu por uma causa. Todo recurso foi colocado à disposição dos humanos para que vivam: sol, oxigênio, plantas fornecendo frutas e remédios, intuição para descobrir o que é importante, magnetismo da lua, os  rios, lagos, mares, animais para servi-los, etc.

Mesmo num aparente encontro sexual e casual  pode haver um espírito  presente que espera a oportunidade para ligar-se a um corpo, nascer e vir cumprir sua programação existencial. “O objetivo da vida é acender uma luz na escuridão do ser”, ensinou Carl Jung.

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