Reforma do Teatro Nacional encarece R$ 50 milhões antes de começar

BSB Capital 26/06/2017 às 8:30, Atualizado em 18/09/2017 às 21:14

Deterioração causada pelo tempo faz orçamento subir em 25%

Foto: Antonio Sabino/Brasília Capital

 

Quando o Corpo de Bombeiros interditou o Teatro Nacional Claudio Santoro, em dezembro de 2013, a Secretaria de Cultura estimou que precisaria de R$ 200 milhões para recuperar o maior conjunto arquitetônico destinado exclusivamente às artes na Capital da República. Com a deterioração do tempo, porém, o orçamento atualizado da obra chega a R$ 250 milhões. E não para de subir.

Enquanto isso, os artistas são obrigados a procurar alternativas para continuar os ensaios e as apresentações em Brasília. A Orquestra Sinfônica, por exemplo, tem usado o Cine Brasília. Muitas escolas de balé e teatro alugam espaços privados ou se adaptam em parques, quadras de esporte e outros ambientes públicos. Já no monumento projetado por Oscar Niemeyer as entradas servem de abrigo para mendigos e usuários de drogas.

No caso dos membros da conceituada Orquestra Sinfônica, o Cine Brasília tornou-se a nova casa dos músicos. No entanto, por não se tratar de um lugar próprio para orquestras, os instrumentos não podem ser deixados no local. “Quando o músico carrega seu instrumento para todo canto, está sujeito a intempéries de tempo, de clima, e assaltos. Isso é ruim para o instrumento e para o músico”, lamenta a musicista Lucia Valeska, 50 anos, componente da Orquestra.

A bailarina Amanda Augusta, 20, relembra suas emocionantes apresentações no teatro e sente saudades. “A sensação de se apresentar na Villa-Lobos é muito boa. O palco era enorme, diferente da maioria dos teatros em Brasília. Além disso, tinha uma capacidade de público muito grande e boa iluminação”. Segundo Amanda, nas últimas vezes em que se apresentou no teatro era visível a necessidade de uma reforma. “A fiação estava exposta, os camarins precários e os espelhos quebrados”, conta.

A Secretaria de Cultura garante que o Foyer do teatro deve ser reaberto ainda este ano. O governo diz que trabalha para diminuir os custos da reforma para começar a revitalizar o espaço. Mas a reportagem esteve no local e verificou que a obra está parada.

      

 

Com informações de Laura Neiva, da Agência UniCeub

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