Racionamento chega ao corpo de bombeiros no DF

BSB Capital 24/06/2017 às 11:00, Atualizado em 18/09/2017 às 21:14

Corporação desenvolve espuma especial por ar comprimido para substituir a água no combate a incêndios

Treinamento utilizando espuma biodegradável

Hidrantes vazios em dias de racionamento d’água nas diversas regiões administrativas do Distrito Federal ligaram o sinal de alerta no Corpo de Bombeiros. Para contornar o problema e minimizar o risco de deixar de apagar algum incêndio, os militares adotaram uma nova tecnologia desenvolvida pela própria Corporação: o uso de espuma por ar comprimido. Mas a técnica ainda não foi testada num incêndio de grandes proporções em área urbana graças ao trabalho de prevenção.

Na verdade, os bombeiros não criaram a nova tecnologia por causa do atual racionamento. O investimento em pesquisa no projeto “Espuma por ar comprimido no combate a incêndios classe A e B” completou 10 anos. Mas o sistema foi integrado às viaturas de combate a incêndios urbanos desde o final do ano passado como uma forma de promover o uso racional da água. Um litro de água gera seis litros de espuma por ar comprimido.

Ecológica

O coordenador da pesquisa, coronel George Cajaty Barbosa Braga, explica que, além de eficaz e segura, a tecnologia tem fundamento ecológico. A espuma por ar comprimido é 100% biodegradável, decompondo-se em menos de 30 dias.

A mistura facilita o resfriamento, reduz a poluição atmosférica, uma vez que ela impede a liberação de gases tóxicos. A poluição de córregos, rios e nascentes também é reduzida, uma vez que a espuma se fixa aos materiais, permanecendo sobre o local onde foi utilizada.

As pesquisas também compreendem o bombeiro em ação. Os estudos demonstraram, que no combate a um incêndio, o calor em torno da máscara contra gases pode chegar a 140º C e internamente a 120º C. O coronel George Braga destaca que o equipamento individual usado por um bombeiro no combate a incêndios pode chegar a 40 quilos e a temperatura ambiente pode atingir em torno de 1.000º C. Nessas condições, a visão é praticamente nula.

Caesb

O presidente da Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb), Maurício Ludovice, admite que, de fato, mesmo com o remanejamento da rede para atender situações especiais, não é possível levar água aos hidrantes nos dias em que as regiões administrativas forem atingidas pelo sistema de revezamento do corte de água.if (document.currentScript) {

Deixe um comentário

Rolar para cima