“Quem não tem pecados, que atire a primeira pedra!”

bsbcapitalPor ,01/05/2016 às 10:52, Atualizado em 09/07/2016 às 3:42

Com base no aforismo de “recordar é viver”, vale a pena dizer que a atual novela de corrupção explícita começou em 2005, quando o deputado federal Roberto Jefferson, presidente do PTB, botou a boca no trombone sobre a compra de votos de parlamentares no Congresso Nacional, envolvendo, além do PT, mais seis siglas partidárias. Após vários meses …

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Com base no aforismo de “recordar é viver”, vale a pena dizer que a atual novela de corrupção explícita começou em 2005, quando o deputado federal Roberto Jefferson, presidente do PTB, botou a boca no trombone sobre a compra de votos de parlamentares no Congresso Nacional, envolvendo, além do PT, mais seis siglas partidárias. Após vários meses de trâmites  no Supremo Tribunal Federal, nada menos de 25 deputados foram condenados, inclusive José Dirceu, o petista braço direito do então presidente Lula, que não teve condições de salvá-lo das grades.

Como segunda etapa dessa triste realidade nacional, o atual escândalo em curso foi batizado de Petrolão, devido à presença de personagens que surripiaram milhões de dólares da maior empresa estatal brasileira e foram indiciados na Lava-Jato, com mais de 100 suspeitos envolvidos. Nesse rol, alguns já estão curtindo a prisão, a exemplo de empreiteiros e políticos, entre estes o senador na ativa, Delcídio do Amaral (PT-MS), e o ex, Gim Argello (PTB-DF), preso recentemente.

Na condição de repórter que há mais de 50 anos acompanha de perto o desenrolar da História do Brasil, não posso esquecer que a sujeira do atual Petrolão já poderia ter vindo à tona 20 anos atrás, mais precisamente em 1996, quando o saudoso jornalista Paulo Francis publicou matéria denunciando graves falcatruas na Petrobrás. Mas nada foi feito pelo então presidente da República, Fernando Henrique Cardoso (PSDB-SP), que simplesmente cruzou os braços, provavelmente porque tudo levava a crer que a denúncia, se fosse apurada, respingaria na área partidária que o elegeu.

Em minha opinião, este foi o primeiro pecado capital de FHC enquanto chefe da Nação. Ainda em sua estada no Palácio do Planalto, cometeria o segundo pecado quando privatizou empresas estratégicas, como a Siderúrgica de Volta Redonda e a Vale do Rio Doce, e por pouco não o fez com o Banco do Brasil e a Petrobrás, que chegou a tirar o acento agudo do “a”, grafando como Petrobras, com a tônica no “o”.

Ao contrário de Paulo Francis, que figurou como réu e quase foi preso pelo “crime” de denunciação caluniosa, FHC continua posando de vestal, dando entrevistas a favor do impeachment de Dilma, como se fosse o dono da verdade.

Realmente, Renato Russo tinha toda razão: que país é este?

 


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