Queda e recuperação

mmPor ,26/09/2015 às 20:30, Atualizado em 26/09/2015 às 20:30

Por vivermos simultaneamente no passado, no presente e no futuro, temos uma mente conflituosa, demorando-se mais em algum tempo, de acordo com nossa bagagem espiritual, expectativas, prática de vida e ideais. Diversos estudiosos e pensadores de todos os tempos tentaram explicar o mecanismo de funcionamento da  mente. O psicanalista Carl Jung, tentando entender o sofrimento …

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Por vivermos simultaneamente no passado, no presente e no futuro, temos uma mente conflituosa, demorando-se mais em algum tempo, de acordo com nossa bagagem espiritual, expectativas, prática de vida e ideais.

Diversos estudiosos e pensadores de todos os tempos tentaram explicar o mecanismo de funcionamento da  mente. O psicanalista Carl Jung, tentando entender o sofrimento de Jó, narrado no “Livro de Jó”, no Velho Testamento da Bíblia, escreveu de uma sentada o livro “Resposta a Jó”, mesma atitude tomada pelo guru indiano Osho no magnífico “O Segredo da Flor de Ouro”.

“O Livro de Jó” relata o sofrimento do próprio Jó na queda e, depois, na sua recuperação. O suposto diálogo de Jó com Deus pode ser interpretado como o conflito entre sua parte de luz e sua parte de sombra. A luz ganha a guerra porque ele teve apoio e disposição suficientes.

A queda inicia-se quando passamos a justificar os atos errados, a culpar outros ou nos autoculpar. A sua continuação dá-se quando a estas atitudes associamos o orgulho. E esta só pode ser interrompida por uma reflexão corajosa, com o encontro com um Mestre de verdade ou com a dor que possa tocar e despertar nossas potências divinas.

O processo de recuperação precisa do conhecimento deste e da perseverança até que a parte luminosa volte a ser predominante. Quanto mais distante da luz, mais difícil. Quanto mais próximo, mais fácil.

O conflito e o desejo de desistência diminuirão pela disposição de colaborar com outros caídos. Neste caso, aplicando-se o princípio da homeopatia: semelhante curando semelhante.

“Caminhe! Até que não exista mais nem o caminho nem o caminhante, e só exista o caminhar”.

 


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