PT quer federalizar investigação de morte do apoiador de Lula

BSB Capital 11/07/2022 às 11:31, Atualizado em 12/07/2022 às 9:43

PT vai pedir ao TSE e à Polícia Federal para que a investigação do caso passe a ser feita pelas autoridades federais

Marcelo Arruda era tesoureiro do PT em Foz do Iguaçu — Foto: Reprodução arquivo pessoal

Da Redação

Delegada que investiga o assassinato do tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT), Marcelo Aloizio de Arruda, é acusada de fazer postagens em rede social contra o partido. O PT vai pedir ao Tribunal Superior Eleitoral e à Polícia Federal para que a investigação do caso passe a ser feita pelas autoridades federais.

O assassinato de Marcelo Arruda, de 50 anos, ocorreu no último fim de semana, ele foi baleado durante sua festa de aniversário em Foz do Iguaçu (PR). Os disparos foram feitos policial penal federal Jorge José da Rocha Guaranho, apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PL).

Gleisi Hoffmann, presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), diz ter recebido relatos de que a delegada responsável pelas investigações do assassinato de um apoiador de Lula fez postagens contra o partido em uma rede social.

A delegada Iane Cardoso, responsável pela investigação diz não ver prejuízos à investigação. ‘Não me defino como petista, nem como bolsonarista’.

Segundo Gleisi Hoffmann, a delegada responsável pelo caso, Iane Cardoso, postou, em 2016, que “petista quando não está mentindo está roubando ou cuspindo”. Outra postagem atribuída a delegada, também de 2016, postou as hashtags “#foralula” e “#foraPT”.

O secretário de Segurança Pública do Paraná, Wagner Mesquita, disse ao blog da jornalista Andréia Sadi que está “verificando” a denúncia.

O PT vai pedir ao Tribunal Superior Eleitoral e à Polícia Federal para que a investigação do caso passe a ser feita pelas autoridades federais. Além das postagens da delegada, a presidente do PT argumenta que a Polícia Civil do Paraná não apresentou, ainda, os resultados da investigação dos disparos contra uma caravana do Lula em 2018.

Gleisi defende, ainda, a realização de uma campanha institucional de combate à violência nas eleições.

Com informações do G1.

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