PT e PDT negociam aliança no DF

orlandopontesPor ,02/08/2018 às 15:45, Atualizado em 02/08/2018 às 15:45

Júlio Miragaya seria o vice de Peniel Pacheco

Os diretórios regionais do PT e do PDT negociam uma possível aliança para as eleições de outubro no Distrito Federal. Pelo acordo, o pedetista Peniel Pacheco seria o cabeça de chapa, tendo o petista Júlio Miragaya como vice. A coligação envolveria, ainda, o PPL e o PCdoB, que lançariam apenas candidatos proporcionais – deputados distritais e federais.

A presidente regional do PT, deputada Érika Kokay, não fala da composição da chapa. Mas admite que as tratativas com o PDT sempre estiveram abertas. “O PDT está no campo de negociação do PT, da mesma forma que o PPL e o PCdoB”, confirma. Kokay descarta conversas com o PSB do governador Rodrigo Rollemberg, “de quem somos oposição”, e “com a velha e a nova direita”. Esta, segundo ela, é representada pelo senador Cristovam Buarque (PPS).

Vice e suplentes – O diretório regional do PT se reúne na noite desta quinta-feira (2). Em pauta, a confirmação dos nomes de Cláudia Farinha como vice de Miragaya numa eventual chapa puro-sangue; de Olga Freiras e José Alves da Silva como primeira e segundo suplentes do candidato ao Senado Wasny de Roure; e de Cristiane Santos e Yolanda para as suplências de Marcelo Neves. Na reunião também será definida a distribuição dos recursos do Fundo Partidário para os candidatos proporcionais (distrital e federal).

No PDT a grande incógnita continua sendo o presidente da Câmara Legislativa, Joe Valle. Ele avisou ao presidente regional, Georges Michel, que desembarca em Brasília às 17h desta sexta-feira (3) e vai direto para a sede do partido. Quer analisar o cenário e anunciar se será candidato a algum cargo eletivo este ano. Mas confirmou que seu único interesse é a candidatura ao Senado.

As negociações entre petistas e pedetistas em Brasília contrariam a orientação do PT nacional de isolar a candidatura do presidenciável Ciro Gomes (PDT) em onze estados. “O Distrito Federal jamais esteve no rol dos estados onde essa restrição seria imposta”, lembra Érika Kokay.

A maior resistência ao cumprimento da ordem de Lula transmitida pela presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), ocorre em Pernambuco. A candidata petista ao governo do estado, Marília Arraes, está reunida num hotel em Recife desde o início desta tarde para definir sua posição. Seu grupo se recusa a apoiar o candidato do PSB, Paulo Câmara, um dos líderes oposicionistas a favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

A reportagem do Brasília Capital confirmou as tratativas no DF com fontes do PDT que pediram para não serem citadas. O pré-candidato ao Buriti, Peniel Pacheco, não retornou as ligações.

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