A final da Copa Intercontinental movimentou os principais bares e restaurantes do DF, em plena tarde de quarta-feira (17). Na QE 40 do Guará, o Kioskim, reduto da Embaixada Só Mengão, foi o ponto de encontro de cerca de 400 torcedores rubro-negros. Foi o caso de Marina Semeraro Rito, 28 anos, moradora do Jardim Botânico, que assistiu ao jogo ao lado de amigos.
Apesar da derrota para o PSG nos pênaltis, após empate por 1×1 no tempo normal e na prorrogação, Marina se disse orgulhosa da atuação do time do coração. “Fomos gigantes. Perdemos para nós mesmos. Não sei o que aconteceu, o que passou na cabeça dos jogadores [nos pênaltis], mas não tenho dúvidas que o Flamengo será bicampeão mundial em três ou quatro anos”, acredita.
Para a jovem, que “viveu pelo Flamengo” em 2025 e acompanhou in loco o time na Copa do Mundo de Clubes, nos Estados Unidos, e no título da Libertadores, no Peru, a temporada teve um gosto especial. E nem mesmo a provocação dos rivais, segundo Marina, foi suficiente para acabar com a alegria. “Algumas poucas pessoas me falaram que ficamos no cheirinho, que só o Botafogo é capaz de ganhar do PSG. Mas vida que segue, só perde quem chega na final”.
O jogo
Em uma partida mais equilibrada do que se imaginava, o georgiano Kvaratskhelia abriu o placar para o PSG aos 38 minutos do primeiro tempo, enquanto Jorginho empatou para o Flamengo, de pênalti, aos 17 do segundo tempo, mantendo o duelo aberto até o fim.
Na prorrogação, a equipe comandada por Filipe Luís teve a bola do título nos pés de Luiz Araújo, que isolou de direita, dentro da área. Do outro lado, o zagueiro brasileiro Marquinhos, capitão do time francês, desperdiçou uma chance inacreditável praticamente no último lance do tempo extra.
Nos pênaltis, o grande protagonista foi o goleiro russo Matvey Safonov, que defendeu quatro cobranças e garantiu o título inédito aos atuais campeões europeus.
Após o jogo, o técnico do Paris Saint-Germain, o espanhol Luis Enrique, elogiou o rival. “A gente sabia da dificuldade por causa da qualidade do Flamengo, eles jogaram muito bem. Chegamos à prorrogação nesse jogo. E é a primeira vez que vejo uma disputa de pênaltis com um goleiro com uma excelente atuação. Eu estou muito feliz por este troféu.”
Já o treinador do Flamengo, Filipe Luís, falou sobre o sentimento de chegar perto de conquistar o Intercontinental. “Fico triste porque não gosto de perder. Dói. Mas o time deles é muito forte. Parabenizo o Paris e o goleiro que pegou todas essas cobranças.”