Da Redação
Para ensinar o consumidor a fugir das armadilhas de lojistas que
manipulam o propósito da semana de promoções do comércio que oferece 70% de
desconto na Black Friday, o Procon-DF divulgou dicas para não comprar produtos
anunciados com metade do dobro do preço ou sem necessidade. E alerta: “Pela
Internet, o risco de fraudes ainda é maior!”.
Quem não quiser cair nas armadilhas dos maus comerciantes, as dicas
contidas no roteiro podem ser acessadas no site da Agência Brasília. O primeiro
passo para não ser enganado é fazer um planejamento do que se pretende comprar.
Isso evitar tentações, gastos desnecessários e a escapar de ofertas que podem
nem ser vantajosas.
É importante, também, fazer pesquisa de preços e comparação de valores,
dos aumentos ocorridos perto da Black Friday. “É comum, nessa época do ano, que
alguns comerciantes inescrupulosos subam o preço dos produtos para depois
baixá-los, simulando um superdesconto e criando a sensação de oferta bem
vantajosa”, alerta o órgão.
A equipe de fiscalização está monitorando e atuando de forma preventiva,
e no dia do evento a ação fiscalizatória será mais incisiva para verificar se
as lojas e sites estão cumprindo as normas do Direito do Consumidor. Se
houver descumprimento à oferta, publicidade enganosa, prática abusiva ou
qualquer outro desrespeito, o consumidor deve registrar uma denúncia no Procon,
nos postos de atendimento, ou pelo e-mail 151@procon.df.gov.br.
Dicas para não ser enganado
1 – Não caia na tentação da ‘oportunidade
única’. Além de a Black Friday ocorrer todos os anos, o comércio sempre realiza
liquidações.
2 – Atenção para as políticas de
troca e devolução, especificadas no ato da compra. As normas do Procon-DF
estabelecem que o prazo legal para o cliente se arrepender da compra é de 7
(sete) dias, a contar da assinatura do contrato ou do ato de recebimento do
produto ou serviço, sempre que a contratação ocorrer fora do estabelecimento
comercial, conforme Art. 49 do Código de Defesa do Consumidor.
3 – Confira a confiabilidade da marca
do produto e da loja que o vende. A reputação da loja pode ser verificada nos
órgãos de defesa do consumidor, na Junta Comercial e nos rankings de reputação
em sites, como o www.reclameaqui.com.br e pela plataforma consumidor.gov.br.
4 – Fique atento à segurança de seus
dados pessoais porque os índices de golpes e fraudes nesta época do ano
aumentam significativamente. Observe se o site tem CNPJ da empresa ou CPF do
responsável e busque se informar se existe o endereço físico e se fornece canal
de atendimento ao consumidor (SAC).
5 – É importante conferir se o site
tem os requisitos mínimos de segurança. A instalação de programas de antivírus
e o firewall no computador auxilia a realizar uma compra segura. Estes
softwares impedem a transmissão e/ou recepção de acessos nocivos ou não
autorizados.
6 – Evite comprar em computadores
públicos, como em lan houses e cybercafés.