Problemas em serviços públicos e na infraestrutura refletem abandono do DF

bsbcapitalPor ,14/11/2014 às 10:27, Atualizado em 14/11/2014 às 10:27

Próximo ao fim do ciclo político, problemas nos serviços públicos e na infraestrutura do Distrito Federal se acumulam e aumentam os transtornos para a população. Na lista de dificuldades, estão paralisações de rodoviários, falta de refeições nos hospitais e acúmulo de lixo nas ruas. A greve dos rodoviários da Viação Pioneira e da cooperativa Alternativa, …

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Próximo ao fim do ciclo político, problemas nos serviços públicos e na infraestrutura do Distrito Federal se acumulam e aumentam os transtornos para a população. Na lista de dificuldades, estão paralisações de rodoviários, falta de refeições nos hospitais e acúmulo de lixo nas ruas. A greve dos rodoviários da Viação Pioneira e da cooperativa Alternativa, por exemplo, acabou ontem, depois de oito dias. Pelo menos 200 mil usuários foram afetados. Em apenas um dia de interrupção da coleta de lixo, formaram-se montanhas de sacolas nos contêineres de todas as cidades. Para ouvir as queixas dos moradores, o Correio percorreu cidades como Gama, Santa Maria, Ceilândia e Paranoá e identificou os gargalos da administração pública.

Antes da solução com o transporte público, uma manifestação de 100 rodoviários no Paranoá resultou na prisão de dois motoristas: Raimundo Nunes Pereira, 45 anos, e Josivam Gonçalves de Sousa, 35. Eles são suspeitos de arremessar objetos que quebraram um vidro de um micro-ônibus. Durante a ação, os trabalhadores impediam a circulação de vans e ônibus piratas. Passageiros tinham que descer dos veículos. Os detidos foram autuados por arremesso de projétil, resistência e desacato. Os dois assinaram o termo circunstanciado e foram liberados.

No Paranoá, as vans e os micro-ônibus clandestinos cobravam R$ 3 para ir ao Plano Piloto. A volta para casa, no entanto, era ainda mais cara. Alguns chegavam a exigir entre R$ 6 e R$ 10 de cada pessoa. A vendedora Karen Rodrigues, 21 anos, tem gastado R$ 26 por dia desde que a paralisação teve início. “Preciso entrar no trabalho às 14h, mas esses dias eu tenho chegado por volta das 15h30. Saio às 21h do serviço, mas só voltado para casa mais de meia-noite. Os veículos piratas rodam lotados e eu tenho medo, porque a gente nunca sabe se dá para confiar. Mas não tenho outra alternativa”, lamenta.

Depois de tanta confusão, o acordo da volta ao trabalho dos rodoviários da Viação Pioneira ocorreu em reunião na Procuradoria-Geral de Justiça, na sede do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), na tarde de ontem. Após mais de três horas a portas fechadas, a promessa saiu: o retorno dos ônibus às ruas do Distrito Federal ocorreria ainda na volta para casa ontem à noite. A negociação só foi possível porque a Viação Pioneira fez um empréstimo bancário de R$ 6 milhões no BRB a fim de pagar os salários e tíquetes-alimentação atrasados dos rodoviários. A remuneração é referente ao mês de outubro e tinha que ser depositada até 5 de novembro. A promessa é de que o valor seja repassado aos empregados hoje.

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