Primeiro grupo de refugiados entra na Croácia de forma legal

BSB Capital 16/09/2015 às 0:26, Atualizado em 16/09/2015 às 0:26

Um grupo de cerca de 20 refugiados, a maioria mulheres e crianças, chegou hoje (16) à Croácia proveniente da Sérvia. O grupo é o primeiro a entrar na União Europeia depois de a Hungria ter fechado a fronteira, informou a polícia. “Cerca de 20 migrantes, essencialmente mulheres e crianças, entraram na Croácia perto de Tovarnik”, …

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Um grupo de cerca de 20 refugiados, a maioria mulheres e crianças, chegou hoje (16) à Croácia proveniente da Sérvia. O grupo é o primeiro a entrar na União Europeia depois de a Hungria ter fechado a fronteira, informou a polícia.

“Cerca de 20 migrantes, essencialmente mulheres e crianças, entraram na Croácia perto de Tovarnik”, na fronteira com a Sérvia, anunciou um porta-voz da polícia, Domagoj Dzigumovic, acrescentando que eles estão sendo registrados.

Os primeiros refugiados chegaram à cidade sérvia de Sid, junto à fronteira com a Croácia, abrindo a possibilidade de uma nova rota pela Europa.

O grupo de 30 a 40 migrantes, a maioria sírios e afegãos, chegou a Sid no início da manhã, procedente da Macedônia, 500 quilômetros ao Sul.

Até esta semana, a maioria dos migrantes e refugiados viajava pela Grécia, passando pela Macedônia e a Sérvia, até a Hungria.

Na segunda-feira, no entanto, a Hungria fechou as fronteiras, impedindo-os de entrar.

A nova rota leva os migrantes à Croácia, de onde entram na Eslovênia para chegar ao Norte da Europa.

Com a chegada dos primeiros refugiados ao mais novo Estado-Membro da União Europeia, a presidenta da Croácia, Kolinda Grabar-Kitarovic, convocou reunião de urgência do Conselho de Segurança do país para tratar da crise migratória. O encontro poderá ocorrer sexta-feira (18) ou terça (22) da próxima semana.

O primeiro-ministro croata, Zoran Milanovic, disse que o país vai permitir a livre passagem de migrantes pelo seu território. “Estamos dispostos a aceitar essas pessoas, seja qual for a sua religião ou cor de pele, e a encaminhá-las para onde querem ir, a Alemanha e a Escandinávia”, disse Milanovic em sessão no Parlamento.


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