Primeira fase internacional da Lava-Jato prende operador em Lisboa

BSB Capital21/03/2016 às 12:18, Atualizado em 09/07/2016 às 3:52

A força-tarefa da Operação Lava-Jato prendeu na madrugada desta segunda-feira, em Portugal, o operador financeiro Raul Schmidt Felippe Junior, que estava foragido desde julho de 2015. Schmidt foi preso preventivamente, sem prazo para vencer. Esta foi 25ª fase da Lava-Jato e a primeira operação internacional desde o início das investigações. A nova fase, batizada pelas …

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Raul Schmidt Felippe Junior, preso na 25ª fase da Lava-Jato. Foto: Reprodução / YouTube
Raul Schmidt Felippe Junior, preso na 25ª fase da Lava-Jato. Foto: Reprodução / YouTube

A força-tarefa da Operação Lava-Jato prendeu na madrugada desta segunda-feira, em Portugal, o operador financeiro Raul Schmidt Felippe Junior, que estava foragido desde julho de 2015. Schmidt foi preso preventivamente, sem prazo para vencer. Esta foi 25ª fase da Lava-Jato e a primeira operação internacional desde o início das investigações.

A nova fase, batizada pelas autoridades portuguesas de “Polimento”, é um desdobramento da 15ª fase da Lava-Jato, chamada de Conexão Mônaco, que teve como alvo Jorge Luiz Zelada, ex-diretor da Petrobras. Schimidt é suspeito de envolvimento em pagamentos de propinas aos ex-diretores da estatal Renato Duque e Nestor Cerveró, além de Zelada. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão envolvendo o investigado, mas os locais não foram informados. Ele foi preso em seu apartamento, em área nobre de Lisboa, avaliado em 3 milhões de euros.

Além de atuar como operador financeiro no pagamento de propinas aos agentes públicos da Petrobras, ele também aparece como preposto de empresas internacionais na obtenção de contratos de exploração de plataformas da estatal, de acordo com o MPF.

Em agosto do ano passado, o juiz Sérgio Moro já havia decretado o bloqueio de ativos de R$ 7 milhões de Raul Schmidt. Na época, ele era apontado pela investigação como “parceiro” de Jorge Zelada, ex-diretor da área de Internacional da Petrobras, em operações de lavagem de dinheiro.

A participação de Raul Schmidt no esquema de corrupção da Petrobras foi reforçada em agosto do ano passado, quando uma investigação na Noruega confirmou que a empresa Sevan Drilling, do grupo Sevan Marine, uma das principais empresas do setor de petróleo do país, pagou propina para garantir contratos com a Petrobras. No Brasil, a Sevan Drilling teria feito o pagamento através de Schmidt, que representou a empresa até 2007.

Segundo os investigadores, Schmidt “ajudou” a Sevan Marine em 2008 a assinar um contrato de US$ 975 milhões com a Petrobras para fornecer equipamentos em operações de exploração em águas profundas. Em um comunicado, no ano passado, a Sevan Marine informou que uma auditoria interna encontrou desconformidades na empresa que foram comunicadas às autoridades norueguesas.

 


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