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Educação

Prefeitura de SP ignora desigualdades sociais ao avaliar escolas, aponta pesquisa

  • Redação
  • 24/10/2025
  • 12:05

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Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

A forma como a Prefeitura de São Paulo avalia as escolas públicas ignora as desigualdades sociais e a complexidade da gestão escolar, aponta o estudo “IDEB em Foco – Volume 3: Escutar para compreender”, do Sindicato dos Especialistas de Educação do Ensino Público Municipal de São Paulo (Sinesp). De acordo com o levantamento, o desempenho das unidades no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), que mede a qualidade do ensino no país, depende de fatores que vão muito além da sala de aula.

O relatório mostra contrastes entre escolas de alto e baixo índice. Em algumas regiões, o bom desempenho está ligado à expulsão de famílias vulneráveis por conta da especulação imobiliária. Já nas escolas com baixo indicador, há instabilidade, violência e troca constante de diretores, o que impede a continuidade de projetos.

Para os autores do estudo, a gestão Ricardo Nunes (MDB) reforça desigualdades ao tratar o IDEB como único indicador de sucesso. “A qualidade da educação depende de políticas mais humanas, que considerem as histórias de vida e o contexto dos gestores, além de metas e rankings”, aponta um dos trechos.

Outro problema revelado nas entrevistas é que muitos diretores enfrentam sobrecarga de tarefas administrativas, como cuidar de obras, finanças e manutenção, o que reduz o tempo dedicado ao acompanhamento pedagógico. Além disso, a pressão constante observada afeta a saúde mental dos professores. “Essa exaustão leva a um sentimento de incompetência e à dificuldade em manter a sanidade mental, conforme relatos colhidos”, explica Micaela Passerino, uma das responsáveis pelo levantamento.

Foram ouvidos 20 diretores de escolas com diferentes níveis de desempenho e de unidades que sofreram intervenção da Prefeitura de São Paulo neste ano.

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