O pré-candidato à Presidência Renan Santos (Missão) gerou polêmica ao chamar Ceilândia de “favela” ao comentar um festival de música realizado na região. A declaração, feita em vídeo publicado nas redes sociais nesta quinta-feira (30), foi criticada por moradores por reforçar estigmas e ignorar a realidade diversa da maior região administrativa do Distrito Federal.
Ao tentar criticar um festival de música negra que, segundo ele, teria tido apenas artistas brancos, Renan Santos adotou um tom generalista. “Ceilândia não apenas é pobre, ela conta com a maior favela do Brasil, a favela do Sol Nascente. E todos os indicadores de qualidade de vida nesse lugar são uma porcaria. Eu vou ser bem claro. Vive-se mal em Ceilândia”, afirmou. A informação, contudo, é falsa, já que o Sol Nascente/Pôr do Sol é uma região administrativa independente desde agosto de 2019, onde vivem quase 100 mil moradores e que recebeu cerca de R$ 630 milhões em obras de infraestrutura, saúde, saneamento e mobilidade, segundo o GDF.
A repercussão negativa também se soma ao histórico recente do pré-candidato, que tem publicado vídeos com declarações polêmicas nas redes sociais como estratégia para ganhar notoriedade entre eleitores. Uma de suas principais propostas de campanha, inclusive, é a extinção de municípios pequenos, sob o argumento de reduzir o tamanho do Estado e economizar recursos públicos, medida que também divide opiniões.
Júlio Paixão, morador e dono de uma barbearia em Ceilândia, criticou o posicionamento de Renan Santos. “Já deus as caras em Ceilândia? Fala muito sem saber, não me lembro de visita sua aqui”, escreveu no post do político.
O Brasília Capital foi às ruas de Ceilândia para ver a reação à fala de Renan Santos. Veja o vídeo: