Praga que se alastra como erva daninha

bsbcapitalPor ,14/11/2015 às 19:49, Atualizado em 14/11/2015 às 19:49

Continuam pipocando na internet as agressões racistas contra pessoas evidentes na mídia. Desta feita, ao jogador Michel Bastos, do São Paulo. Contrariado por ter sido vaiado por torcedores de seu próprio clube na partida contra o Sport, gesticulou mandando os apupadores calar a boca, após fazer o gol.  Embora na mesma noite tenha pedido de …

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Continuam pipocando na internet as agressões racistas contra pessoas evidentes na mídia. Desta feita, ao jogador Michel Bastos, do São Paulo. Contrariado por ter sido vaiado por torcedores de seu próprio clube na partida contra o Sport, gesticulou mandando os apupadores calar a boca, após fazer o gol.  Embora na mesma noite tenha pedido de desculpas em sua página no Facebook, Michel foi agredido por alguém que se identificou como Nanda: “Macaco, negro safado, respeita a torcida. Otário, vagabundo, faz por merecer o dinheiro que recebe!”

Como erva daninha que se alastra, os ataques se sucedem com frequência. A maioria é dirigida a pessoas do sexo feminino, a exemplo do que ocorreu com a jornalista Maria Júlia Coutinho, que apresenta a previsão do tempo no Jornal Nacional da TV Globo. Gratuitamente, Maju (como é chamada, carinhosamente, pelos colegas) recebeu pesadas ofensas na rede cibernética, xingada inclusive de “negra suja”, contrariando dois atributos que se destacam quando ela aparece no vídeo: sua elegância e beleza física.

Recentemente, também foi alvo desses cretinos a atriz Taís Araújo, que apareceu na tevê com um novo penteado. Em vez de elogios, foi vítima de grosseiras agressões, tais como: “Me empresta teu cabelo pra lavar minha louça!” “Como pode alguém achar bonito esse cabelo de Bombril?”

Mesmo agredida, Taís se limitou a desabafar: “É muito chato, em pleno 2015, ainda ter que falar sobre isso, mas não podemos nos calar. Na noite da última sexta-feira, 30, recebi uma série de ataques racistas na minha página do Facebook. Mas não vou me intimidar. E aproveito para convidar você, pequeno covarde, a ver e ouvir o que tenho a dizer: você está precisando ouvir algumas coisinhas sobre amor!” (*)

Enquadrados na Lei que prevê crime de injúria racial, esses canalhas que se ocultam com nomes falsos podem curtir três anos de cadeia, inafiançáveis, mas até agora nenhum deles foi preso. Continuam impunes, sem se dar conta de que nasceram num país de mestiços. E porque são burros, ignoram que o Brasil é o paraíso das mulatas mais lindas do mundo!

(*) Desculpe, Taís, mas não concordo com essa de “ouvir coisinhas sobre o amor”. Esses débeis mentais merecem é internação num hospício, devidamente amordaçados como cães raivosos!


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