Polícia prende quadrilha especializada em roubos e furtos de carros no DF

bsbcapitalPor ,17/06/2015 às 7:50, Atualizado em 17/06/2015 às 7:50

Investigação aponta que criminosos roubavam veículos na capital para revendê-los em outros estados. Dois deles cumprem medidas de prisão em regime semi-aberto. Um cabo do Exército também é investigado   Sete pessoas foram presas e um carro com placa clonada foi apreendido pela polícia, nesta manhã de quarta-feira (17/6), durante uma operação para desarticular uma …

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20150617081141226236oInvestigação aponta que criminosos roubavam veículos na capital para revendê-los em outros estados. Dois deles cumprem medidas de prisão em regime semi-aberto. Um cabo do Exército também é investigado
 

Sete pessoas foram presas e um carro com placa clonada foi apreendido pela polícia, nesta manhã de quarta-feira (17/6), durante uma operação para desarticular uma quadrilha especializada em roubo e furto de veículos no Distrito Federal e em outros estados. A ação, intitulada “Ala Fox”, cumpriu os mandados de prisão preventiva e oito de busca e apreensão nas regiões de Ceilândia, Santa Maria, Planaltina, além de cidades como Lagoa Grande, no estado de Minas Gerais, e Confresa, no Mato Grosso.

Do total de detidos no DF, dois deles cumprem medidas de prisão em regime semi-aberto no Centro de Progressão Penitenciária (CPP). Um cabo do Exército Brasileiro, Wolfgang Vicente de Paulo, 23 anos, também é investigado por participar do esquema criminoso. Ele seria um dos responsáveis por praticar os roubos e fazer a receptação de veículos que posteriormente eram repassados aos demais integrantes para adulteração de sinais e comercialização.

De acordo com a Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos (DRFV), responsável pela operação, cada integrante do grupo criminoso tinha tarefas estruturadas. A investigação, feita durante aproximadamente seis meses, aponta que os suspeitos agiam especialmente em regiões do Plano Piloto (Asa Norte e Sul), Setor Central, Sudoeste, Cruzeiro, Núcleo Bandeirante e Taguatinga. Após os roubos e furtos, eles adulteravam os sinais identificadores dos veículos e os transportavam para serem comercializados em cidades do interior de Minas Gerais e Mato Grosso.

Crime durante o dia
Os presos do CPP, Josué Soares dos Santos, 40 anos, e Valdeir Montalvão da Silva, 32 anos, saíam para trabalhar durante o dia e retornavam ao CPP à noite. No tempo em que estavam fora articulavam furtos e receptação de veículos. No grupo também havia um ex-interno do CPP, Homero Eustáquio de Paiva, 53 anos, responsável por receptar e negociar os carros.

Cláudio Barbosa dos Santos Junior, 27 anos, praticava assaltos a mão armada e repassava os carros para outros envolvidos no grupo, segundo a delegacia. Um dos homens que recebia os veículos e enviava a outras unidades da federação era Wendel de Carvalho Rocha, 25 anos. O esquema revela que ele também providenciava a adulteração dos carros. O principal receptador, Ricardo Guimarães Teixeira, 40 anos, negociava os valores de venda a pessoas interessadas. Ele tem residência em Lago Grande (MG) e Confresa (MT).

Alvo
O delegado-chefe da DRFV, Marco Aurélio de Souza, explicou que tanto carros populares, como Fiat Uno, quanto veículos de porte médio e automóveis de luxo, a exemplo do Honda Fit Sedan, Picape, Hilux e SW4, eram alvos dos criminosos. “A última preferência do grupo estava sendo por picapes e caminhonetes, pois tem mais procura em cidades do interior. Eles faziam a entrega dos veículos em regiões rurais, onde existe uma carência grande de fiscalização. Os envolvidos realizavam uma razoável adulteração nos sinais identificadores dos veículos e nos documentos dos carros”, esclareceu.

Segundo o delegado, a intenção é reprimir inclusive os internos do CPP que já têm experiência no crime. “Eles saem com intuito de ressocialização e oportunidade de trabalho, mas praticam crimes graves no horário em que deveriam estar trabalhando. Os três internos ficavam em uma mesma ala do CPP. Expandimos a investigação e verificamos vínculos com pessoas que praticavam assaltos e receptadores que já foram moradores de Brasília. Estamos em ações de combate a grupos organizados e, inclusive, vamos as outras regiões para dar essa resposta”, defendeu.

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