Polícia Federal realiza 3ª fase da Acrônimo em MG, SP e no DF

bsbcapitalPor ,01/10/2015 às 0:22, Atualizado em 01/10/2015 às 0:22

Operação investiga irregularidades em contratos com o governo federal. Mandado foi cumprido na casa do presidente da Cemig, Mauro Borges   A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (1º) a 3ª fase da Operação Acrônimo, que apura suposto esquema de lavagem de dinheiro e irregularidades na campanha do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel.Segundo a …

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20102013_policia-federalOperação investiga irregularidades em contratos com o governo federal. Mandado foi cumprido na casa do presidente da Cemig, Mauro Borges
 

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (1º) a 3ª fase da Operação Acrônimo, que apura suposto esquema de lavagem de dinheiro e irregularidades na campanha do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel.Segundo a PF, agentes iniciaram a manhã cumprindo 40 mandados de busca e apreensão em Minas Gerais, em São Paulo e no Distrito Federal.

Em Belo Horizonte, mandado de busca e apreensão foi cumprido na casa do diretor-presidente da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), Mauro Borges. O executivo é ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, com atuação entre fevereiro e dezembro de 2014. O advogado dele, Marcelo Leonardo, confirmou que os policias estiveram no imóvel e não deu mais informações. A assessoria da Polícia Federal em Brasília informou que, por determinação da Justiça, não pode se manifestar sobre a investigação.

Há suspeita de que os recursos desviados de contratos com o governo federal foram para a campanha eleitoral. Ainda de acordo com investigadores, alguns dos locais que são alvo de mandados de busca e apreensão nesta manhã são ligados ao governador Pimentel. O governador de Minas Gerais já negou irregularidades, após buscas feitas nas primeiras fases da operação.

Em maio de 2015, quando deu início à Operação Acrônimo, a PF buscava a origem de mais de R$ 110 mil encontrados em um avião no aeroporto de Brasília, em outubro do ano passado. A aeronave transportava Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, conhecido como Bené, dono de uma gráfica que prestou serviço para a campanha de Pimentel ao governo mineiro.

Bené foi preso, mas liberado após pagar fiança.  Também na 1ª fase da Acrônimo, a PF fez buscas no apartamento da mulher de Pimentel, a jornalista Carolina de Oliveira, em Brasília. Na época, o governador classificou a ação como um “equívoco”.

“Ocorre que o mandado de busca e apreensão foi expedido com base numa alegação, numa definição inverídica, absolutamente inverídica”, disse o governador na ocasião.


 

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