Plano de manejo de proteção ambiental da Chapada é debatido na Câmara

bsbcapitalPor ,15/05/2015 às 9:00, Atualizado em 15/05/2015 às 9:00

Ambientalistas se preocupam com a permissão do uso de agrotóxicos e o alagamento de região ao redor do parque nacional. Cerca de 150 pessoas, entre ativistas, políticos e interessados da sociedade civil, compareceram à audiência pública sobre o plano de manejo para a Área de Proteção Ambiental (APA) do Pouso Alto, que engloba seis municípios …

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janela_e_abismo__02Ambientalistas se preocupam com a permissão do uso de agrotóxicos e o alagamento de região ao redor do parque nacional.

Cerca de 150 pessoas, entre ativistas, políticos e interessados da sociedade civil, compareceram à audiência pública sobre o plano de manejo para a Área de Proteção Ambiental (APA) do Pouso Alto, que engloba seis municípios vizinhos, como Alto Paraíso, São João da Aliança e Cavalcante. A discussão, a primeira de três encontros, ocorreu na manhã de ontem na Câmara dos Deputados. O projeto divide opiniões e prevê, entre outras ações, que a unidade de uso sustentável seria dividida em duas: a do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, que permitiria apenas atividades de baixo impacto, e o terreno ao redor, no qual estariam liberadas a pulverização de agrotóxicos, a construção de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) e a mineração. A instalação das PCHs, no Rio Tocantinzinho, inundaria parte da região.

Para o conselheiro da APA do Pouso Alto, Marcus Saboya, existem diversos aspectos do plano de manejo que vão prejudicar o equilíbrio ecológico na região. Dois deles, no entanto, são considerados “inviáveis” pelo ambientalista: o desmatamento de uma área ecologicamente sensível e a pulverização aérea de agrotóxicos próximo às nascentes.

Saboya mencionou a importância de que o tema seja avaliado em âmbito nacional. “A área de cerrado que se encontra ali é um berço de águas e a extinção desse bioma afetaria todos os estados abastecidos por ele. Nós estamos tratando de uma questão de segurança nacional”, disse.

O deputado federal Augusto Carvalho, solicitante da audiência, afirmou que o desmatamento e a ocupação do agronegócio com o uso de agrotóxicos são fatos consumados na região e que o zoneamento é necessário para frear o avanço dos danos ambientais. “Temos que cuidar desse capital natural que ainda nos resta, caso contrário vamos pagar um tributo alto a natureza”, alegou o parlamentar.

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