Candidato à reeleição para o quarto mandato, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 39,2% das intenções de voto (estimulada) para presidente nas eleições de outubro. É o que aponta a 167ª Pesquisa CNT de Opinião, divulgada na terça-feira (14). O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece em segundo lugar, com 30,2%.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) é o terceiro colocado, com 4,6%, enquanto Romeu Zema (Novo) tem 3,3%. Renan Santos (1,8%) e Aldo Rebelo (1,5%) formam o bloco do que seria uma terceira via e, juntos, os quatro somam 11,2%, menos de um terço do que Lula tem sozinho. Isto aumenta as chances de Lula vencer no primeiro turno.
Lula está perto do patamar decisivo quando se olha apenas para os votos em candidatos, sem considerar brancos, nulos e indecisos. Pelo levantamento da CNT, o presidente se aproxima dos 49% dos votos válidos (brancos e nulos somam 10,4% e os indecisos, 8,9%). Outro ponto a favor é que entre os eleitores de Lula 77% dizem que o voto é definitivo. No caso de Flávio, o índice cai para 69%.
A pesquisa mostra, ainda, que Lula continua sendo o nome com maior alcance eleitoral, com potencial de voto de 50,5%. Flávio Bolsonaro tem 40,7%. Ou seja, o presidente tem mais espaço para crescer do que seu principal adversário, mesmo tendo alta rejeição.
O instituto registra que Lula lidera na espontânea e na estimulada e mantém vantagem em todos os cenários de segundo turno, e que quase um terço do eleitorado prefere um nome fora de Lula e da família Bolsonaro, mas nenhum dos candidatos apresentados conseguiu ocupar esse espaço.
Ou seja, se a campanha evoluir para o voto útil contra o bolsonarismo, parte desse eleitor que hoje flutua entre nomes pouco competitivos ou ainda está indecisa, pode migrar para quem já aparece na frente.
Mas a pesquisa registra piora na avaliação do governo Lula 3, que soma 32,1% de avaliação positiva e 37,2% de negativa. No desempenho pessoal do presidente, 44,9% aprovam e 49,6% desaprovam. Ou seja, Lula pode vencer no primeiro turno porque lidera, tem base mais firme e enfrenta adversários fragmentados, apesar do desgaste do governo. A pesquisa leva à conclusão de que Lula mantém o favoritismo e Flávio é o único oposicionista capaz de derrota-lo. Os demais pré-candidatos dispersam o voto anti-Lula, mas não ameaçam sua liderança.