Pelaí: O xadrez eleitoral do DF

BSB Capital 19/06/2022 às 10:38, Atualizado em 20/06/2022 às 10:03

Partidos e candidatos intensificam negociações para fechamento de acordos no início de julho

Foto: Reprodução

Orlando Pontes

Partidos e pré-candidatos trabalham com o limite temporal do início de julho – no máximo, a primeira quinzena do mês – para definir as composições visando as eleições de 2 de outubro. A disputa pelo GDF está diretamente atrelada à corrida presidencial. E é aí que começam as dificuldades.

Ibaneis – Filiado ao MDB, o governador Ibaneis Rocha é o primeiro a abrir divergência, ao deixar claro que apoiará a reeleição de Jair Bolsonaro (PL), mesmo depois de seu partido ter lançado a senadora Simone Tebet (MS) ao Planalto.

Reguffe – Mas, se pode não contar com o palanque do correligionário, a emedebista tem a simpatia do segundo colocado nas pesquisas para o Buriti, senador José Antônio Reguffe (União Brasil).

Simpatia – O problema é que Reguffe sequer definiu se será candidato, além de sua agremiação ter oficializado o deputado Luciano Bivar (PE) como postulante ao Planalto. “Tenho uma grande simpatia pela Simone”, disse Reguffe ao Brasília Capital, sem se manifestar quanto a Bivar.

Paula Belmonte – Caso resolva disputar a sucessão de Ibaneis, Reguffe tende a reunir uma coligação com a federação PSDB-Cidadania. Neste caso, a deputada Paula Belmonte (Cidadania) seria sua vice. A chapa majoritária se completaria com o advogado Paulo Roque (Novo) ao Senado.

Izalci – Mas falta combinar com o senador Izalci Lucas (PSDB). O tucano está convicto de que terá legenda para concorrer ao GDF. E quer Reguffe para o Senado. O problema é que Belmonte garante que a federação está prestes a fazer uma reunião em que o Cidadania ficará com 70% do colegiado local. Assim, de acordo com o estatuto, terá preferência para indicar o candidato majoritário. E a deputada não está disposta a abrir mão para o senador tucano.

Oposição – A oposição terá pelo menos outros quatro palanques presidenciais com candidatos ao GDF:  Ciro Gomes (PDT) com a senadora Leila Barros; Rafael Parente (PSB) com o petista Lula; o distrital Leandro Grass (PV), que encabeça a federação PT-PV-PCdoB; e Lucas Salles (Democracia Cristã) com José Maria Eymael.

Parente – O debate entre as legendas de centro-esquerda é outro cenário de muita conversa e pouco entendimento. Comandante do PSB no DF, o ex-governador Rodrigo Rollemberg se diz favorável a uma ampla composição contra Ibaneis e Bolsonaro. Desde que o acordo seja em torno de Rafael Parente.

Leila – A senadora Leila dialoga com todos e não se acerta com ninguém. De qualquer forma, está disposta a honrar o que combinou com Ciro Gomes: será candidata ao GDF em qualquer hipótese, para que o presidenciável tenha um palanque na capital da República.

Grass e Rosilene – Sinais de pacificação surgem exatamente onde a discórdia já foi mais acentuada. Na federação PT-PV-PCdoB, estão assentadas as candidaturas de Leandro Grass (PV) ao Buriti e da professora Rosilene Corrêa (PT) ao Senado.

Márcia Rollemberg – A meta agora é encontrar a vice (a preferência é por uma mulher) ideal. Na sexta-feira (16) surgiu o nome de Márcia Rollemberg. Mas o marido dela, o ex-governador Rodrigo, foi contundente: “Não tem a menor chance. O PSB concorrerá com Rafael Parente”, rechaçou. Márcia estava ao lado dele.

Maninha e Fátima – O sonho petista de reunir toda a esquerda e centro-esquerda local em torno de Lula ainda passa por um possível acordo com a federação Rede-Psol, que lançou Keka Bagno ao Buriti. Do Psol poderia sair a vice de Grass – a ex-deputada Maninha ou a candidata ao GDF em 2018, Fátima Sousa.

Flávia e Damares – O imbróglio retorna à direita quando o Republicanos ensaia o lançamento da ex-ministra Damares Alves ao Senado. Aí, surgem especulações as mais diversas. Entre elas, a de que a deputada Flávia Arruda (PL) pode desistir da disputa ao Senado para pleitear o Buriti.

Celina Leão – Neste caso, a deputada Celina Leão (PP) seria a vice numa chapa bolsonarista puro-sangue. Aí, o jogo volta ao começo. Ibaneis reconsideraria a pressão de correligionários como José Sarney e Renan Calheiros para apoiar Lula… E tudo o que foi escrito acima passaria por uma completa reavaliação…

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