Pelaí: Como evitar a debacle candanga

BSB Capital 24/07/2022 às 14:00, Atualizado em 25/07/2022 às 13:29

Os números da pesquisa Quaest, contratada pelo Correio Braziliense, trazem para os partidos de centro, centro-esquerda e esquerda um difícil cenário na disputa pelo Buriti, com potencial ausência dessas legendas num virtual segundo turno.

Chico Sant’Anna

Pelos números, divulgados antes do acordo anunciado na terça-feira (19) entre o ex-governador cassado Arruda e o atual, Ibaneis, os dois iriam para o segundo turno. Agora, eles dizem estar unidos, numa negociação patrocinada pelo presidente Bolsonaro ((PL). A expectativa, com isso, é de vitória já no primeiro turno.

O levantamento acendeu o sinal de alerta nas candidaturas de centro – Reguffe (UniãoBR), Leila do Vôlei (PDT), Izalci Lucas (PSDB) e Paula Belmonte (Cidadania). Mas a pesquisa revela que há um caminho que os opositores de Ibaneis e Arruda podem trilhar para não serem derrotados já na primeira rodada eleitoral: a união.

O acordo dos dois candidatos de direita pode quebrar uma tradição na história política do DF. Historicamente, o PT sempre polarizou com algum outro candidato. Foi assim nos embates contra Joaquim Roriz. Nas duas últimas eleições, os partidos progressistas foram representados por Rodrigo Rollemberg (PSB).

Frente elegeu Cristovam em 1994

A formação de uma frente, semelhante à que levou Cristovam Buarque ao Buriti em 1994, poderia criar uma onda pró-mudanças. Naquele ano, no segundo turno, Cristovam reuniu na Frente Popular, além do PT, o PCdoB, PCB, PSTU, PSB, PPS, PV, PDT e até o PSDB, à época liderado por Maria Abadia.

Política não é uma ciência exata, mas num exercício, poderíamos estimar que o candidato que liderasse essa frente somaria perto de 21%. Se Reguffe decidisse se juntar, aí o jogo das preferências poderia se inverter, somando 32 pontos.

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