Paralisações de servidores públicos afetam serviços no DF

bsbcapitalPor ,09/11/2015 às 7:35, Atualizado em 09/11/2015 às 7:35

  Categorias decidiram por greve geral após governador suspender reajustes. Manutenção de aumentos teria impacto de R$ 400 milhões, diz Executivo   Desde que o governador Rodrigo Rollemberg anunciou a suspensão dos reajustes concedidos de forma escalonada em 2013, diversas categorias do funcionalismo público entraram em greve no Distrito Federal. A medida foi tomada sob a …

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Categorias decidiram por greve geral após governador suspender reajustes. Manutenção de aumentos teria impacto de R$ 400 milhões, diz Executivo
 

Desde que o governador Rodrigo Rollemberg anunciou a suspensão dos reajustes concedidos de forma escalonada em 2013, diversas categorias do funcionalismo público entraram em greve no Distrito Federal. A medida foi tomada sob a alegação de falta de dinheiro em caixa para os repasses. O impacto até o final do ano seria de R$ 400 milhões, de acordo com o Executivo.

O governador chegou a apresentar um plano para pagamento dos reajustes a partir de outubro do ano que vem, que desagradou servidores. Parte só voltou ao trabalho depois de a Justiça decretar os atos ilegais, como agentes penitenciários, servidores do sistema socioeducativo e funcionários do Hemocentro.

A suspensão dos reajustes integra um pacote anticrise, que traz ainda aumento nas tarifas de ônibus e metrô, implantação de um plano de demissão voluntária nas empresas públicas, aumento de impostos e nos valores de entrada do zoológico e dos 13 restaurantes comunitários. O DF tem 141 mil servidores públicos.

GREVES EM ANDAMENTO
Médicos

A categoria entrou em greve no dia 8 de outubro, junto com diversos outros servidores públicos. O sindicato disse não ter uma estimativa da adesão. Ao todo, a rede pública tem 4,6 mil profissionais. A parcela de reajuste salarial suspensa tinha índice de 5%.

Com a paralisação, atendimentos ambulatoriais e cirurgias eletivas estão suspensas. Médicos também pedem fiscalização de programas de residência, reestruturação do plano de carreira, garantia de medicamentos e insumos necessários ao trabalho, respeito à fila de transferência dos profissionais e pagamento de horas extras.

A greve foi considerada ilegal pela Justiça.

Professores
A categoria entrou em greve no dia 15 de outubro. Segundo o sindicato, 70% dos 33 mil servidores estão parados. A parcela de reajuste salarial suspensa tinha índice de 3,5%.

Com a paralisação, as aulas nas escolas públicas, técnicas centros de língua e escola de música estão suspensas. Professores também pedem o pagamento integral do 13º de  novatos e o respeito à jornada de trabalho.

A greve foi considerada ilegal pela Justiça.

Agentes do DER
A categoria entrou em greve no dia 8 de outubro, junto com diversos outros servidores públicos. O sindicato não tem estimativa de quantos funcionários aderiram à paralisação.  A parcela de reajuste salarial suspensa tinha índice de 6,77%.

Com a greve, houve a suspensão da reversão de faixas e de fiscalizações de trânsito. A greve não foi judicializada.

Agentes do Detran
A categoria entrou em greve no dia 27 de outubro. O sindicato afirma que 100% dos 1,3 mil servidores aderiram à paralisação. Eles cobram o reajuste suspenso, de 5%.

Com a greve, os serviços de vistoria de veículos, emissão de documentos, fiscalização de trânsito, apreensão e liberação de veículos, processos de obtenção de renovação de CNH e análise de recursos de multas estão suspensos.

A categoria pede ainda que o pagamento seja feito no dia 30, em vez do 5º dia útil do mês; redução da jornada de trabalho de 40 horas para 30 horas; reforma e modernização de instalações; fornecimento de coletes balísticos; e reajuste na gratificação de titularidade.

A greve não foi judicializada.

Metroviários
A categoria entrou em greve no dia 3 de novembro. De acordo com o sindicato, 75% dos 1,2 mil trabalhadores estão parados. Eles cobram o reajuste suspenso, de 9%.

Com a paralisação, o serviço passou a funcionar parcialmente: 60% dos trens rodam e apenas no horário de pico – entre 6h e 9h e entre 17h30 e 20h30. Os metroviários pedem ainda a convocação dos aprovados no concurso de 2013; execução dos projetos de modernização do sistema; e redução do número e valor de contratos de terceirização.

A categoria se reuniu com a direção da empresa para audiência de conciliação no dia 4 de novembro. Não houve acordo.

Servidores do Na Hora
A categoria entrou em greve no dia 8 de outubro, junto com os outros servidores públicos. Com a paralisação, estão suspensas a emissão de carteiras de identidade, consultas a processos em 15 órgãos do GDF e emissão da 2ª via de contas. O ato não foi judicializado.
Músicos da Orquestra Sinfônica

A categoria entrou em greve no dia 8 de outubro, junto com outros servidores públicos. O sindicato disse que não tem estimativa de quantos estão parados. Eles cobram o pagamento do reajuste suspenso, de 8,93%. A greve não foi judicializada.

Servidores de atividades culturais
A categoria entrou em greve no dia 8 de outubro, junto com outros servidores públicos. O sindicato disse que não tem estimativa de quantos servidores estão parados.

Os funcionários cobram o pagamento do reajuste suspenso, de 12,23%. Com a greve, estão suspensos trâmites na Secretaria de Cultura, como análise de projetos. A greve não foi judicializada.

Servidores da Novacap
A categoria entrou em greve no dia 3 de novembro, mas, diferentemente das outras, não cobra o pagamento de reajustes salariais. Os servidores pedem reposição inflacionária, que dizem ser de 10%.

De acordo com o sindicato, 80% dos 2,2 mil servidores aderiram à greve. Com a paralisação, estão suspensas podas e recuperação de asfalto. A greve não foi judicializada.

Servidores da CEB
A categoria entrou em greve no dia 9 de novembro, mas, diferentemente das outras, não cobra o pagamento de reajustes salarias estabelecidos em 2013. Eles querem maior índice no reajuste, aumento do piso da categoria – atualmente de R$ 811,72 –, pagamento de auxílio transporte e auxílio creche e fornecimento de indenização no caso de morte ou invalidez permanente.

De acordo com o sindicato, serão mantidos os serviços essenciais e um quadro mínimo para que a população não seja prejudicada. A paralisação não foi judicializada.


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