Papa Francisco, sem paparico

bsbcapitalPor ,20/07/2013 às 5:31, Atualizado em 20/07/2013 às 5:31

Como ápice da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) – de 23 a 28 de julho, no Rio de Janeiro –, a presença do Papa Francisco, chefe supremo da Igreja Católica Apostólica Romana e do Vaticano, representa o corolário dos acontecimentos. A primeira visita de Francisco, em seu pontificado, ao Brasil, enche de expectativas a nação …

Papa Francisco, sem paparico Leia mais »

Como ápice da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) – de 23 a 28 de julho, no Rio de Janeiro –, a presença do Papa Francisco, chefe supremo da Igreja Católica Apostólica Romana e do Vaticano, representa o corolário dos acontecimentos.

A primeira visita de Francisco, em seu pontificado, ao Brasil, enche de expectativas a nação católica.  Que tem, ultimamente,  visto migrar fieis para outras religiões cristãs.

Valem-se, essas neo- religiões, de fartos espaços em canais de televisão comprados ou em veículos próprios. Como o pastor Edir Macedo e sua Igreja Universal do Reino de Deus, que ergue, país afora, estranhas catedrais.

Mas nem só de Edir Macedo vivem os crentes, os chamados evangélicos. Há inúmeros outros pastores-artistas, que encenam sessões de cura, de descarrego, correntes milagrosas e soluções para os problemas do mundo.

Silas Malafaia, por exemplo (por falar em mala, com ele a fé não costuma faiá, como fala Gilberto Gil), é um marqueteiro juramentado e com uma capacidade de persuasão tamanha que vende até casa de palha pegando fogo.

Contam que esse pastor desenvolveu e comercializou um spray para expulsar demônios que persigam seus fiéis, tendo se esgotado o estoque do produto logo nas primeiras sessões.

Na mesma linha malafaiense e do bispo Edir Macedo, segue outro multimídia religioso, o pastor Valdomiro, também alugador de espaço de televisão. Este, sim, congrega artistas de todos os matizes, credos e até aqueles de pouca fé.

Estes, apenas os três mais ilustres e mais ricos, graças à obscuridade em que vivem seus seguidores, são, todos eles, na minha modesta forma de ver o mundo, mesmo, é muito espertos.

Deveria o governo brasileiro, além de regular através de legislação clara e operante, cuidar melhor da renda dessas igrejas e de todas as demais, fazendo incidir imposto sobre a renda das mesmas.

Aproveitando a visita papal, poderiam essas lideranças religiosas se reunir num pacto ecumênico, sensibilizando a todos os seus pastorados à adesão, numa corrente maior, para acabar, de vez, com a miséria e a ignorância no mundo. Aí, sim, saberíamos para quê servem as religiões, sem aquela máxima: “faça o que eu digo, não faça o que faço”.

Deixe um comentário

Rolar para cima