Papa Francisco é saudado por multidão em visita histórica aos EUA

bsbcapitalPor ,23/09/2015 às 0:43, Atualizado em 23/09/2015 às 0:43

  Pontífice é recebido pelo presidente Barack Obama após deixar Cuba, e descarta discurso sobre embargo O Papa Francisco aterrissou na tarde de terça-feira, sob forte esquema de segurança na base aérea de Andrews, Maryland, para sua primeira visita aos EUA. O Pontífice foi recebido pelo presidente Barack Obama e seu vice, Joe Biden, vendo …

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Pontífice é recebido pelo presidente Barack Obama após deixar Cuba, e descarta discurso sobre embargo

O Papa Francisco aterrissou na tarde de terça-feira, sob forte esquema de segurança na base aérea de Andrews, Maryland, para sua primeira visita aos EUA. O Pontífice foi recebido pelo presidente Barack Obama e seu vice, Joe Biden, vendo ainda uma multidão saudá-lo cantando “Bem-vindo aos EUA”. A ocasião é tida como um momento histórico nas relações entre a Igreja Católica e o país americano.

Na chegada, Francisco cumprimentou crianças que foram especialmente vê-lo, e quebrou um protocolo ao ter Obama recebendo-o na base. Após um breve encontro com o público, ele deixou a base em um carro popular rumo a Washington, onde chegou cerca de uma hora depois.

A visita do Papa marca a primeira vez que um Pontífice falará no Congresso americano, no qual analistas esperam que ele faça defesa do fim do embargo econômico à ilha.

A bordo do avião que o levou de Cuba à capital americana, Francisco disse a repórteres que não abordará o bloqueio econômico no Capitólio. Ele também afirmou que seu encontro com o ex-líder Fidel Castro foi informal. O Pontífice afirmou ainda não soube de qualquer detenção em Cuba durante sua visita, e que nem havia pensado em se reunir com dissidentes.

— O arrependimento é uma coisa muito íntima. Fidel e eu não falamos do passado. Não sei também se eu estaria disposto a receber dissidentes. O que se passaria? Gosto de me encontrar com todo mundo.

Além de Washington, onde discursará, Francisco visita Nova York e Filadélfia. De acordo com o porta-voz da Santa Sé, Federico Lombardi, o Papa deve abordar questões econômicas, migratórias e ambientais na visita ao Congresso.

PEDIDO DE RECONCILIAÇÃO EM CUBA

Na sua última missa durante a visita a Cuba, o Papa Francisco pediu nesta terça-feira para os fiéis estenderem pontes e semearem a reconciliação. Francisco, que evitou críticas diretas ao governo de Raúl Castro, ressaltou que a fé dos cubanos segue viva apesar das “dores e penúrias”.

A celebração ocorreu no Santuário da Virgem da Caridade, perto da cidade de Santiago de Cuba, poucas horas antes de o pontífice embarcar para os Estados Unidos.

O pontífice fez referência, mesmo sem menção explícita, ao período em que o ateísmo foi imposto após a revolução cubana de 1959, quando muitos fiéis eram alvos de discriminação. No final de uma viagem à ilha após a aproximação entre Havana e Washington, inimigos há mais de meio século, o papa fez ainda referência a “reconciliação”.

Depois da missa no santuário, o pontífice se encontrou com famílias cubanas na catedral de Santiago, antes de abençoar a cidade e viajar aos Estados Unidos. O pontífice argentino encerra a visita em pleno período de aproximação entre Washington e Havana.

Em Santiago de Cuba, grande porto da região leste da ilha que viu o nascimento da revolução cubana e perto da polêmica base americana de Guantánamo, Francisco se despedirá das autoridades e do povo cubanos, que o receberam no sábado.


 

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